Curitiba - O coro da torcida na Arena ontem, pedindo a volta de Geninho, resume bem a frustração do Atlético no empate por 1 a 1 com o Internacional. Precisando da vitória para deixar o questionado Roberto Fernandes em posição confortável no comando do time, os donos da casa até tentaram, mas não conseguiram vencer. Isto porque o Rubro-Negro só furou a barreira colorada graças a cobrança de pênalti - inexistente - do volante Alan Bahia, artilheiro do time no Brasileiro, com cinco gols. Para piorar, levou gol em cobrança de escanteio, deixando escapar dois pontos.
O jogo começou movimentado e Alan Bahia quase marcou já a um minuto, cabeçeando rente à trave de Renan. A pressão atleticana durou cerca de dez minutos e parou no momento em que Taison aproveitou bobeada de Chico para exigir boa defesa de Galatto. Depois disso, o jogo ficou truncado - o que levou o árbitro Giulliano Bozzanno, em má atuação, a distribuir oito cartões amarelos. E só voltou a ficar interessante em lances esporádicos, como no rebote que Joãozinho chutou por cima, da pequena área, aos 21 minutos. Ou no chute de Ferreira que raspou o poste aos 36.
A segunda etapa parecia reprise, com o Rubro-Negro partindo para cima no início. Aos dois minutos, Douglas Maia bateu de esquerda e contou com desvio da zaga para quase enganar Renan, que se recuperou a tempo. Aos cinco, após recuo de Marcão, Ferreira dividiu com o goleiro e quase marcou. E aos 12, Joãozinho lançou Douglas Maia, que pisou na bola e caiu na área, ganhando um pênalti de presente. Chance que Alan Bahia não desperdiçou, cobrando forte e no alto, abrindo o marcador. A resposta colorada veio com quatro chutes de Alex em cinco minutos. Os dois primeiros, com bola rolando, Galatto defendeu com segurança. Os outros dois, em cobranças de faltas, o goleiro preferiu espalmar.
Aos 23, Rhodolfo perdeu a chance de definir a vitória, em bomba que só não entrou no ângulo porque Renan salvou o Inter. Que partiu para o ataque com as entradas de Adriano e Andrezinho. Mudanças que levaram Fernandes a fortalecer a defesa, sacando o atacante Joãozinho para a entrada do volante Renan. Mas, a exemplo do que aconteceu no clássico Atletiba, o remédio não deu certo e os gaúchos empataram logo após a substituição. Alex cobrou escanteio na cabeça de Índio, que subiu sem marcação alguma, fechando o placar. Alex e Alan Bahia ainda desperdiçaram boas chances no fim.
Mas o estádio ''quase veio abaixo'' quando Fernandes colocou Pedro Oldoni no lugar de Renan, que permaneceu apenas oito minutos em campo. Criticado pela própria torcida, o treinador tentou explicar suas opções. ''A grande questão da modificação (saída de Joãozinho) é o tempo em que ela ocorreu. Faltava menos de dez minutos para o fim do jogo e queríamos reforçar os lances de bola parada'', afirma Fernandes, que não escondeu a insatisfação com seu sistema defensivo. ''Mais uma vez um gol de bola parada impediu a vitória'', complementa o cada vez mais ameaçado técnico atleticano.



EM CURITIBA

Atlético Paranaense 1

Galatto; Rhodolfo, Chico e Antônio Carlos; Douglas Maia (Willian), Alan Bahia, Valencia, Julio dos Santos e Márcio Azevedo; Ferreira e Joãozinho (Renan) (Pedro Oldoni). Técnico: Roberto Fernandes

Internacional 1

Renan; Ricardo Lopes, Índio, Danny Morais e Marcão; Edinho, Maycon (Ramon), Magrão (Andrezinho) e Taison (Adriano); Alex e Nilmar. Técnico: Tite

Árbitro: Giulliano Bozzano (DF)
Estádio: Arena
Gols: Alan Bahia, aos 13; e Índio, aos 36 minutos do 2º tempo
Público: 19.563
Renda: R$ 315.225,00

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