Curitiba - Demonstrando a mesma inconsistência tática e técnica apresentada em suas outras partidas no Campeonato Brasileiro, o Atlético foi derrotado por 3 a 1 no início da noite de ontem pelo Internacional e continua segurando a lanterna do certame. O rubro-negro paranaense acumula cinco derrotas em cinco partidas e é a única equipe da competição que ainda não somou pontos.
Desta vez, parecia que o Atlético ao menos viria motivado, pois na quinta-feira havia batido o Cerro PorteÀo por 2 a 1 em casa, em jogo pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores (o jogo de volta será nesta semana). Impressão errada: o primeiro tempo do jogo de ontem foi dominado pela equipe gaúcha, melhor desde os primeiros minutos.
Aos 17 minutos, o atacante Rafael Sóbis chutou cruzado da esquerda e Diego desviou para a linha de fundo. Na cobrança do escanteio, Índio quase marcou de cabeça, ao fazer a bola triscar a trave direita da meta do Atlético. Pouco depois, aos 20 minutos, o Inter mexeu no placar: o atacante Gustavo aproveitou rebote na pequena área e marcou de pé esquerdo.
Marcando melhor, o Colorado frustrava todas as pretensões do inoperante ataque do Atlético, que, incompetente demais para tramar jogadas minimamente decentes, era obrigado a recorrer a chutes de fora da área. No intervalo, o técnico do Furacão, Borba Filho, resumiu o drama: ''Estamos assistindo ao Inter jogar. 1 a 0 está sendo pouco''.
No segundo tempo, o Atlético teve grande chance de empatar logo no primeiro minuto, quando Márcio Rezende de Freitas assinalou pênalti duvidoso num lance em que Wilson dividiu com Cléo no alto. Rodrigo bateu mal e Renan não teve grandes dificuldades para fazer a defesa.
O mesmo nervosismo demonstrado pelo meia na cobrança foi manifestado minutos depois pelo zagueiro Baloy, que fez pênalti ao derrubar Sóbis com um carrinho na grande área. Jorge Wagner bateu e ampliou a vantagem gaúcha. Se não tinha qualidade, o Atlético pelo menos começou a apresentar vontade: aos 12 minutos, Cléo aproveitou confusão na área do Inter, pegou um rebote e diminuiu para o Furacão.
Dali em diante, o Colorado se fechou em sua defesa. O Atlético, desesperado, passou a dominar o jogo, mas não conseguia levar perigo porque concluía jogadas com afobamento e se perdia diante da marcação eficiente do adversário. Diante da diferença de qualidade entre as duas equipes, o time paranaense mereceu o duro golpe que tomou nos acréscimos: num contra-ataque, Rafael Sóbis recebeu livre na entrada da área e driblou Diego antes de escrever o último ato de mais um vexame rubro-negro.

NA BAIXADA

ATLÉTICO-PR 1
Diego; André Rocha, Baloy, Marcão e Marín; Alan Bahia, Cocito (Rodriguinho), Fabrício (Caetano) e Rodrigo (Evandro); Lima e Cléo. Técnico: Borba Filho

INTERNACIONAL 3
Renan; Índio, Edinho e Wilson; Elder Granja, Tinga, Perdigão (Edimílson), Fernandão e Jorge Wagner; Rafael Sobis e Gustavo (Gavilán). Técnico: Muricy Ramalho

Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba
Juiz: Márcio Resende de Freitas (SC)
Gols: Gustavo (20 do 1º); Jorge Wagner (9 do 2º); Cléo (12 do 2º) e Rafael Sobis (48 do 2º)

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