Curitiba - Depois de uma semana de expectativa, finalmente está definido. Lothar Matthaus será o primeiro alemão a treinar uma equipe brasileira, justamente o Atlético, que confirmou a notícia na tarde de ontem. O ex-capitão da seleção germânica deve assumir entre o final deste mês e o início de fevereiro.
Matthaus, 44 anos, esteve recentemente no Brasil para conhecer a estrutura do Atlético e também para divulgar a Copa do Mundo da Alemanha, já que faz parte do Comitê Organizador, ao lado do ídolo alemão Franz Beckenbauer. Matthaus não poupou elogios às instalações do Furacão. ''Realmente fiquei muito impressionado. Parece que estamos em um clube europeu. A estrutura do Atlético é de um clube de primeiro mundo. O centro de treinamento está crescendo e a Arena é um estádio muito bonito. Fico feliz em saber que o Brasil tem um clube assim'', comentou.
Na semana passada, o ex-jogador, que até o ano passado treinou a seleção da Hungria nas Eliminatórias Européias da Copa do Mundo, recebeu então o convite oficial do Atlético. Matthaus pesquisou lugares para morar em Curitiba, colonizada por alemães, e também uma escola internacional para os filhos. Depois disso, adiantou que só precisava consultar a família para confirmar sua vinda.
Isso aconteceu no último final de semana. No entanto, Matthaus ainda tem compromissos com o Comitê Organizador da Copa e precisa resolver a parte burocrática para trabalhar no Brasil. Isso tudo deve estar resolvido entre o dia 25 de janeiro e 1º de fevereiro.
Matthaus deu o ''sim'' definitivo ao Atlético no começo da tarde de ontem, quando ainda estava na África do Sul, divulgando a Copa. Ele convidou o ex-atacante Paulo Rink para ser seu auxiliar. Especula-se que a empresa inglesa Stellar Group, responsável por administrar a carreira do alemão, deve arcar com parte dos US$ 80 mil (em torno de R$ 170 mil) mensais do salário do técnico, pois pretende explorar sua imagem para expandir negócios no mercado brasileiro.
Matthaus, que atuou como líbero e volante, é o recordista em Copas do Mundo, com cinco participações, de 82 a 98, e foi campeão como capitão da seleção alemã em 90, na Itália. Como técnico, iniciou a carreira no Rapid Viena, da Áustria, e depois passou pelo Partizan Belgrado, da Sérvia e Montenegro, e pela seleção da Hungria.

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