Atlético compara atual campanha com a do título de 71
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quarta-feira, 17 de novembro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 17 (AE) - Torcedores, dirigentes, jogadores e comissão técnica do Atlético-MG já comparam a atual campanha da equipe - que domingo volta a enfrentar o Cruzeiro pelos playoffs do campeonato, depois de estrear na fase com goleada de 4 a 2 sobre o arquirival - com a da conquista do seu primeiro e único título nacional, no estreante Brasileirão, em 1971.
Segundo o técnico em exercício Humberto Ramos, meio-campo da equipe naquele ano, o Atlético não era o favorito, exatamente como agora. "Correndo por fora", no entanto, conseguiu bater grandes times, como Santos, Palmeiras, Cruzeiro, São Paulo e, na final, o Botafogo, em pleno Maracanã.
"Não éramos, como acontece hoje, o primeiro na lista de apostas", disse Ramos. "Mas, sob o comando de Telê Santana, em harmonia com a torcida e com determinação em campo, chegamos ao título", recorda. Para Ramos, o time está tão unido agora como há 28 anos e, embora reconheça a superioridade do seu adversário
demonstrada pelos números da primeira etapa do Brasileiro, tem tudo para passar às semifinais e, quem sabe, obter o sonhado bi-campeonato. "O Atlético cresce em momentos decisivos", diz.
No coletivo de hoje, o treinador não pode contar com o meia e dublê de lateral Bruno e como zagueiro Gélson Barese, que continuavam no departamento médico, tratando contusões. Os dois, porém, estão garantidos no grupo que enfrenta o Cruzeiro no fim de semana, no Mineirão, precisando de vitória simples para passar à próxima fase.
CRUZEIRO - Na Toca da Raposa, o técnico Levir Culpi trabalhou duro com os jogadores cruzeirenses, em horário integral, para tentar reverter a vantagem atleticana, no domingo.
O técnico, que deverá contar com as voltas do zagueiro Cris e do lateral André Luiz, deu pistas de que pode fazer modificação tática na equipe, para o clássico. Levir não teria gostado do esquema 4-4-2 utilizado contra o Atlético. A equipe ficou vulnerável aos contra-ataques adversários, principalmente com Marques e Guilherme, autores dos quatro gols atleticanos, contra os dois cruuzeirenses. "Somos a equipe que obteve mais resultados satisfatórios com três zagueiros, no 3-5-2, e pode ser que a gente volte a usá-lo", disse.


