Atlético cai de produção sob comando de Fernandes
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Trazido para comandar a ascenção atleticana no Brasileirão, Roberto Fernandes ainda não comprovou dentro de campo o discurso adotado em sua chegada. Vindo do então líder invicto Náutico com status de salvador do Furacão - que então ocupava o 5º lugar no campeonato, com quatro pontos em dois jogos -, o técnico conquistou apenas uma vitória (na goleada de 5 a 0 sobre o Goiás, na Arena) em seis partidas e já sofre cobranças da torcida.
Com 27,78% de aproveitamento de pontos à frente do Rubro-Negro, Fernandes está longe dos 48,80% que obteve com o Náutico no Brasileirão do ano passado. E não confirma sequer a habitual força atleticana na Arena, onde soma 55,56% dos pontos disputados. Isto após afirmar que ''em casa o Atlético tem obrigação de vencer qualquer time, pode ser o Liverpool, o Real Madrid, pode ser quem for''. Como comparação, no Brasileiro-2007, o aproveitamento de pontos do Furacão na Baixada foi de 68,42%. Considerando-se apenas o 2º turno, o time conquistou 86,67% dos pontos e não perdeu nenhuma das dez partidas como mandante.
Uma das explicações para a queda de rendimento está no excesso de modificações no time. Apesar de fixar em 34 jogadores o tamanho ideal do elenco, o técnico já utilizou 27 atletas. Mudanças muitas vezes motivadas por contusões, suspensões ou chegada de reforços, mas que provam que Fernandes não encontrou a forma ideal da equipe atuar, adotando três esquemas táticos diferentes: seu predileto 4-4-2, o 3-5-2 dos antecessores e o 4-3-3.


