O Atlético Paranaense inicia hoje contra o Botafogo (RJ), às 20h30, no Maracanã, a corrida por uma posição inédita na Copa do Brasil, não só para o rubro-negro como para o futebol do Estado. Nenhum clube do Paraná chegou à semifinal da competição. O rubro-negro conseguirá a façanha se passar pelo Botafogo. Além do jogo de hoje, os dois se enfrentam na próxima quarta-feira, em Curitiba.
A Copa do Brasil tem hoje ainda o confronto entre Vasco e Goiás, às 20h30, em São Januário. Na primeira partida, realizada no Serra Dourada, em Goiânia, o time goiano venceu por 4 a 2. Por isso, pode até perder por um gol de diferença.
Na verdade, ao chegar às quartas-de-final depois de passar pela Portuguesa, o Atlético já conseguiu um posição inédita. Nas cinco participações anteriores na Copa do Brasil, o rubro-negro não tinha ido além das oitavas-de-final.
A confiança na vaga à próxima fase é grande entre os atleticanos. Para os jogadores, sem querer desrespeitar o adversário, que não vem bem no Campeonato Carioca, o Atlético está num bom momento e pode sair do Rio com um bom resultado. ‘‘Estamos jogando fora de casa, mas mesmo assim não vamos nos intimidar. A equipe é boa, tem potencial e vai jogar pela vitória’’, disse o atacante Lucas, que faz a sua estréia no Maracanã, assim como Cocito, Jean e Clóvis.
Para voltar do Rio com um bom resultado, o técnico Antônio Clemente quer velocidade do time. Segundo ele, será natural uma pressão do Botafogo e por isso o Atlético terá que se postar bem dentro de campo para explorar os contra-ataques. ‘‘Já é nato dos nossos jogadores de meio e de frente muita velocidade. É uma arma que a gente tem que usar hoje’’, afirmou.
Clemente fala em velocidade porque quer gol. O treinador disse que até não considera mau resultado uma derrota, desde que seja por diferença mínima e com o rubro-negro fazendo gol. ‘‘É claro que queremos a vitória. Mas com a possibilidade de decidir em casa, não podemos nos desesperar se estivermos perdendo por um gol’’.
Clemente já definiu o time. A ansiedade do domingo, quando quatro jogadores estavam no departamento médico, se transformou em tranquilidade. Reginaldo, Gustavo, Cocito e Wágner se recuperaram e vão jogar.
O caso mais curioso é o de Wágner, que vai entrar em campo mesmo com o nariz fraturado. Ele se machucou no clássico do último domingo contra o Paraná, mas mesmo assim não quer ficar de fora. ‘‘Não sinto dores. Além disso, a vontade de ajudar o Atlético é tão grande que a gente esquece que está com o nariz quebrado’’, declarou.
O meia Sandoval, que esteve afastado do grupo por ter se recusado a treinar, foi reintegrado e vai ficar no banco de reservas.
Ainda sob os efeitos da derrota para o Friburguense, o Botafogo quer voltar a ser o time que vem brilhando na Copa do Brasil. O técnico alvinegro, Gílson Nunes, sabe da necessidade de uma vitória com um bom número de gols, para que a equipe tenha tranquilidade na partida de volta, que será realizada em Curitiba.
Gílson vem procurando passar aos jogadores a importância desta partida, que representará a sobrevivência do Botafogo no primeiro semestre. Um mau resultado poderá deixar o time em uma situação muito difícil na Copa do Brasil, a exemplo da que vive no Campeonato Estadual (7º colocado do returno com apenas 1 ponto).


Botafogo (RJ)Albari RosaNo sacrifícioOs laterais Alberto e Wagner, de nariz quebrado, disputam a bola durante treino, ontem, em CuritibaEd Carlos Rocha

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