Depois de uma temporada difícil em 2008, o Atlético espera bons momentos em 2009. Pressionado por ter perdido em casa o título do último Paranaense diante do arquirrival Coritiba, o Furacão tenta resgatar a confiança que foi minada ainda pela campanha turbulenta no Brasileiro que por pouco não levou o time à Série B.
Convocado para salvar o time do descenso, o técnico Geninho cumpriu a arriscada missão na reta final do Brasileirão e, mesmo sem alterar a equipe, uniu o elenco e manteve o Atlético na elite nacional.
Antes pressionado, o time atleticano ganhou prestígio com a recuperação e a base foi mantida para a disputa do Paranaense. O time perdeu apenas Alan Bahia, negociado com o futebol japonês, e só se reforçou no ataque, setor mais carente no ano passado.
Chegaram os rápidos Marcinho (ex-Palmeiras e Cruzeiro) e Jorge Preá, do Palmeiras, e o ''falso lento'' Lima, ídolo da torcida e destaque do time em 2005, quando o Furacão conquistou seu último título estadual e chegou às finais da Libertadores.
''O time ganhou muito crédito pelo que fez no ano passado. Mandava o bom senso que mantivéssemos esse grupo'', disse Geninho ao iniciar a pré-temporada.
No único jogo-treino que fez na preparação para o Paranaense, o Atlético mostrou força e contra um frágil adversário, o Batel de Guarapuava (aspirante à Terceirona do Paranaense), aplicou uma goleada de 9 a 0, com destaque para os atacantes Rafael Moura e Julio Cesar e o meia Netinho, cujas cobranças de falta e assistências devem continuar entre as principais armas do Atlético.

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