Atlético bate Paraná em jogo de arbitragem desastrosa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em jogo marcado, mais uma vez, pela péssima arbitragem que tem caracterizado o Estadual, o Atlético suportou a pressão adversária e venceu, por 1 a 0, o primeiro clássico do campeonato. Debaixo de forte calor, os pouco mais de seis mil presentes - outra decepção do dia - assistiram a um verdeiro show de erros. Muitos deles, nas palavras de Antônio Lopes, causados ''pelo gramado horrível'' da Vila Capanema.
Desculpa que não pode ser usada pelo árbitro Adriano Milczvski, que teve atuação mais confusa do que a sopa de letrinhas de seu sobrenome. Se os dois times pouco produziam em campo, coube a ele decidir a partida. Primeiro, ao permitir que Chico ''abafasse'' cobrança de falta de Diego Corrêa antes de cruzar para Bruno Mineiro desviar com categoria, acertando o canto esquerdo de Juninho, sem chance de defesa, aos 22 minutos.
O erro infantil no lance fez mal ao árbitro que, depois da parada técnica para a hidratação dos atletas, voltou a falhar. Aos 31 minutos, Marcelo Toscano foi derrubado por Manoel e o pênalti passou batido pelo juiz do jogo. O árbitro seguiu com sua série de erros deixando de aplicar cartões amarelos de lado a lado, poupando Márcio Azevedo e Guaru ao longo do jogo.
As falhas do árbitro foram tantas, e tão graves, que ofuscaram os raros bons momentos criados pelos jogadores. Como nas boas defesas de Juninho, em chute de longe de Netinho, ou na cobrança de falta de Toscano que raspou a trave no último lance da etapa inicial.
Não é possível afirmar que Milczvski foi informado de seus erros no intervalo da partida, mas ficou claro que ele adotou a famosa lei da compensação no segundo tempo. Depois de boas conclusões de Marcelo - com direito a pedalada e drible seco em Diego Corrêa antes de chutar - e Alan Bahia, defendidas por Juninho, e de Guaru, que parou em Neto, o árbitro voltou a errar.
Quando Luiz Camargo cruzou da direita e Toscano passou da bola, caindo na área, o juiz marocu pênalti, desta vez inexistente, de Manoel. Na sequência, expulsou Valencia, por reclamação. Mas, foi então que outro ditado futebolístico, de que penalidade mal marcada não é convertida, entrou em campo. Toscano desperdiçou, aos 31 minutos, a chance de empatar, batendo com paradinha, na trave, o pênalti que lhe foi dado por Milczvski.
Daí até o fim do jogo, o Tricolor insistiu nas bolas alçadas, consagrando o zagueiro Rhodolfo, e ainda passou sufoco nos contra-ataques, cabendo novamente a Juninho a tarefa de salvar o segundo gol, em chute cruzado de Gerônimo. Jogo acabado, os dois times agora pensam na Copa do Brasil, em que estreiam na quarta-feira, fora-de-casa. O Atlético contra o rondoniense Vilhena, o Paraná diante do gaúcho Cerâmica.
EM CURITIBA
Paraná 0
Juninho; Alessandro Lopes (Marcelo), Chicão e Diego Corrêa; Murilo, Luiz Camargo, Edimar, Élvis (Ígor), Pará (Márcio Diogo) e Guaru; Marcelo Toscano. Técnico: Marcelo Oliveira
Atlético 1
Neto; Gerônimo, Manoel, Rhodolfo e Márcio Azevedo; Valencia, Chico, Alan Bahia e Netinho (Vanegas); Marcelo (Raul) e Bruno Mineiro (Serna). Técnico: Antônio Lopes
Árbitro: Adriano Milczvski
Estádio: Vila Capanema
Gol: Bruno Mineiro, aos 22 minutos do 1º tempo
Expulsão: Valencia
Público: 6.123
Renda: R$ 109.465,00


