Marcelo AlmeidaJogadores que devem integrar elenco profissional (a partir da esq.): Cristiano, Neto, Marcelo Baiano, Willian e AdrianoO anúncio da diretoria do Atlético Paranaense, feito na última segunda-feira, de que para 1998 será mantida a base do time profissional, complementada com juniores, aumentou a expectativa dos jogadores que vão se profissionalizar. Para eles, fazer parte da equipe principal do rubro-negro é a realização de um sonho e o fortalecimento de uma carreira que já vem sendo vitoriosa nas categorias de base.
Do time júnior, cinco jogadores - Marcelo Baiano (lateral-direito), Neto (zagueiro), Willian (meia), Adriano (meia) e Cristiano (zagueiro) - já estouraram a idade (atingiram 20 anos). Outros quatro está cotados para se integrar ao profissional - Antônio Carlos (goleiro), Warley (atacante), Valcicley (atacante) e Marcelinho (atacante) - deverão ficar à disposição do profissional, embora ainda possam jogar pelo júnior por mais um ano.
Todos esses jogadores fazem parte de um time júnior que entrou para a história do Atlético Paranaense. Esse grupo, que está sob o comando do treinador Sérgio Moura, foi formado há dois anos. Nesse período ganhou a Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior, em 96, e o Campeonato Paranaense da categoria esse ano, título até então inédito na história do clube. Além disso, o grupo pode ser campeão da Copa Tribuna, em Curitiba.
Ao chegarem no profissional, os juniores acreditam que a palavra chave para o sucesso será oportunidade. ‘‘Temos potencial para fazer parte do elenco, e o que precisaremos daqui para frente é de oportunidade. No meu caso, vou fazer de tudo para agradar e ser reconhecido quando tiver minha chance’’, diz o meia Willian, que começou a carreira no Corinthians (SP).
Para o atacante Warley, que já atou entre os profissionais no Campeonato Brasileiro deste ano, entrando meio tempo na vitória sobre a Portuguesa (2 x 0), e é uma das grandes promessas do time, o que tem que prevalecer daqui para frente entre os juniores é a tranquilidade. ‘‘Temos que ter tranquilidade para mostrar o nosso potencial nas vezes em que entrarmos no time’’, diz Warley, que tem o passe preso ao Gama (DF) e que já defendeu o Coritiba no Campeonato Paranaense deste ano. Ele deixou o alviverde por causa de uma briga entre empresários.
Quando os jogadores falam em oportunidade, esperam que ela surja no próprio Atlético. Eles preferem aguardar uma chance, mesmo que seja para não jogar, a serem emprestados a outros times. O motivo, segundo os atletas, é o ‘‘profissionalismo e a grandeza’’ do rubro-negro. ‘‘Desde que cheguei aqui há dois anos estou impressionado com a estrutura do time e acredito que o Atlético vai ser um dos grandes destaques no Brasil. Por isso, quero ficar’’, diz Neto.
Para o treinador Sérgio Moura, o fato de os juniores estarem se destacando a ponto de serem integrados diretamente ao profissional tem a ver com a seriedade e confiança deles mesmos: ‘‘É claro que a estrutura do Atlético ajuda a motivar os atletas, mas eles mesmos estão cientes do potencial que tem e por isso estão vencendo’’.

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