Ed Carlos Rocha
e Marcos Freitas
De Curitiba
Um vem passando por cima dos adversários na Taça Libertadores da América. O outro não toma conhecimento de ninguém no Campeonato Paranaense. Nessas condições, Atlético e Coritiba fazem hoje, às 16h30, na Arena da Baixada, o primeiro Atletiba de 2000, que já foi apelidado de ‘‘clássico 100%’’. A partida marca os 76 anos de existência do Rubro-Negro, comemorados hoje.
Na Libertadores, o Atlético tem a melhor campanha entre todas as equipes, conseguindo quatro vitórias em quatro jogos. No Paranaense, o Coritiba venceu suas três partidas por goleada. E nenhum dos dois quer perder o ritmo. ‘‘Vamos transportar para o Estadual a mesma determinação que estamos tendo na Libertadores para conseguir a vitória’’, disse o meia atleticano Kelly. ‘‘Estamos na liderança e temos que continuar assim’’, observou o zagueiro coritibano Flávio.
Se a ordem é não perder o ritmo, o técnico do Furacão, Oswaldo Alvarez, não quer dar chance ao azar. Ele resolveu colocar em campo pela primeira vez no Paranaense a equipe que vem disputando a Libertadores. O time B, que até então representou o Rubro-Negro no estadual, descansa. ‘‘Em clássico ninguém quer perder. Vamos com força máxima.’’
Apesar disso, Alvarez quer que a torcida cobre menos dos atletas. Segundo ele, o grupo já está tendo responsabilidade demais e correspondendo a tudo isso. ‘‘A torcida tem que ser paciente hoje à tarde, até porque não somos imbatíveis’’.
Imbatível o Rubro-Negro não é. Mas faz 14 jogos que ninguém consegue superá-lo. A última derrota aconteceu para o América Mineiro, por 4 a 1, na estréia de ambos na Copa Sul-Minas.
O Coritiba não quer estragar a festa do Atlético hoje. Ao contrário, os jogadores alviverdes vão lutar muito em campo para poder presentear o arqui-rival com um bolo recheado de gols. Artilheiros não faltam; afinal o Coritiba é o time com o ataque mais positivo.
No último Atletiba, o Coritiba levou vantagem. Venceu por 2 a 1, na primeira partida entre ambos no novo Estádio Joaquim Américo, válida pela Seletiva da Libertadores. Venceu mas foi desclassificado e viu o Atlético ser campeão.
Um dos mais motivados para o jogo de hoje é o atacante Cléber. Ele não esteve no último confronto e espera conseguir fazer gols hoje na Baixada. ‘‘É um estádio moderno, com bom gramado e que vai facilitar o nosso toque de bola’’, analisa.
Para Cléber, o Atletiba inesquecível de sua vida aconteceu nas semifinais do Campeonato Paranaense no ano passado. ‘‘Vencemos por um a zero com um gol meu, desclassificamos eles e fomos para a final’’, conta, orgulhoso.
O goleiro Gilberto esteve presente no último Atletiba e disse que espera o mesmo resultado hoje. Mesmo com o ataque coxa afinado, o goleiro acha difícil acontecer uma goleada. ‘‘Temos que lembrar que trata-se de um clássico e o time do Atlético ainda não tomou nenhum gol ainda no campeonato.’’

NA BAIXADA
Atlético
Flávio; Luisinho Netto, Gustavo, Leonardo e Jorginho; Luis Carlos Goiano, Marcus Vinicius, Kelly e Adriano; Lucas e Kléber. Técnico: Oswaldo Alvarez
Coritiba
Gilberto; Leonardo, Flávio e Luis Carlos; Reginaldo Araújo, Marcinho, Ataliba, Veiga e Leandro Tavares; Cléber e Marquinhos. Técnico: Lori Sandri
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba
Horário: 16h30Donos da casa festejam aniversário num Atletiba que reúne equipes de melhores campanhas na Libertadores e no Paranaense
Albari RosaO atacante Lucas, do Atlético, faz esta tarde o seu primeiro jogo no ParanaenseAlbari RosaO volante Ataliba, do Coritiba, vai vigiar de perto as ações de Lucas na Baixada