A confirmação ontem pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que o Estádio Anacleto Campanella será mesmo o palco da final do Brasileiro entre São Caetano e Atlético Paranaense não parece preocupar os jogadores do Rubro-negro. Para eles, o fato do estádio ser pequeno e, por isso, permitir maior pressão da torcida, não intimida porque o time está mais ''maduro''.
O lateral-direito Alessandro diz que o Atlético já aprendeu a jogar na adversidade. Segundo ele, apesar das três últimas partidas decisivas pelo Brasileiro vitórias contra São Paulo, Fluminense e São Caetano terem acontecido na Baixada, o time não vai tremer em decidir o título na casa do São Caetano. ''O time está concentrado em jogar bola e não vai tremer. O time joga com personalidade fora ou em casa.''
Para o atacante Kléber, a sequência de vitórias em Curitiba na fase decisiva do campeonato mostrou que a equipe amadureceu. ''Mesmo jogando fora, a gente vai superar as provocações dos torcedores do São Caetano. Agora não é hora de amarelar.''
O próprio técnico Geninho é um dos mais tranquilos. ''Se o time tivesse que tremer, teria sido no primeiro jogo da final. Pois, mesmo jogando em casa, o jogador pode sentir a pressão da torcida, que cobra muito e às vezes fica impaciente. Mas o Atlético se comportou muito bem e não vai ter problemas lá em São Caetano.''
O atacante Alex Mineiro acha até bom que a partida seja no Anacleto. ''O campo é menor e vai facilitar a marcação. Além disso, fica mais fácil também buscar o contra-ataque'', disse o atacante, que ontem voltou aos treinamentos depois de dois dias de folga para resolver problemas particulares em Belo Horizonte.
O técnico Geninho comandou ontem o primeiro treino com bola da semana. Os zagueiros Gustavo e Rogério Corrêa, sentindo dores musculares, não participaram dos trabalhos, mas estão confirmados para domingo.

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