Curitiba - O Atlético fechou ontem mais uma parceria no processo de modernização da já bem estruturada Kyocera Arena e a cada dia se credencia como potencial sede para a Copa do Mundo de 2014, com grandes possibilidades de ser realizada no Brasil. O presidente do Conselho Gestor, José Augusto Fleury da Rocha, adiantou que o objetivo agora é começar nova etapa de conclusão do estádio, além de manter a construção em dia com todas as exigências da Fifa e, conseqüentemente, deixar o local habilitado a receber partidas de um Mundial.
  ‘‘Em primeiro lugar, não estamos buscando patrocínio para a Copa do Mundo. Queremos é ter um estádio para um público diferenciado, com estrutura para o compromisso do que temos para oferecer’’, afirmou ontem à tarde o presidente Fleury.
  Além da venda de ‘‘naming rigths’’, que colocou a Kyocera na nomenclatura do Estádio Joaquim Américo, também conhecido como Arena da Baixada, a diretoria usa das parcerias, como a que o clube fechou ontem com a empresa Brasil & Movimento, para custear a manutenção do local. ‘‘A parceria serve para viabilizar a manutenção do estádio. Para abrir a Arena em dias de jogos custa de R$ 30 mil a R$ 50 mil, devido à limpeza, segurança, iluminação, entre outras coisas diferenciadas dos outros estádios’’, explicou o dirigente.
  Terminada a etapa de construção e manutenção da Arena, seis anos após a reinauguração do estádio, Fleury disse que chegou o momento de conclusão da ‘‘Fase 2’’, a partir do início de 2007. A primeira ação desse estágio deve ser a construção do anel de arquibancadas e camarotes onde atualmente ainda fica a área de uma instituição de ensino, já desocupada para o início das obras, em janeiro de 2007.
  ‘‘Em 31 de dezembro de 2006 vamos adquirir a posse do imóvel do qual nós já temos o domínio e a partir de janeiro de 2007 vamos começar as obras. Antes precisamos fazer um estudo que indique o melhor para essa área, que é maior do que prevíamos no começo. Mas vamos precisar de pelo menos R$ 50 milhões e também temos que buscar os recursos para viabilizar o projeto’’, adiantou.
  Sobre a possibilidade de sediar jogos para a Copa do Mundo de 2014, Fleury atribuiu essa responsabilidade à Fifa, à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao governo, tanto estadual quanto federal. ‘‘Essa questão independe de nós. Depende da própria política da Fifa, depende muito mais do governo federal do que do poder privado. No momento em que nosso governo assumir esse compromisso, que envolve logística, hospedagem, segurança e transporte, estaremos aptos a sediar os jogos’’, comentou.

  Aeroporto – De acordo com Fleury, sequer houve um contato inicial sobre o assunto com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que recentemente sugeriu a Arena como local adequado para sediar as partidas da Copa do Mundo de 2014. ‘‘Ainda não conversamos. Até porque não adianta ter uma Arena que abre e um aeroporto que fecha em dias de neblina. Estamos fazendo na Arena o que é compatível com o que a Fifa exige e se a Copa for aqui a Kyocera Arena será o primeiro estádio a estar habilitado. Se a CBF quiser construir estádio em Porto Alegre, São Paulo ou Rio de Janeiro, vai ter que começar do zero. Aqui não’’, completou o dirigente.

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