Fernando Tupan
De Curitiba
A torcida do Atlético não aprovou a majoração dos preços dos ingressos para o jogo contra o Santos, sábado, às 16 horas, na Arena da Baixada. A procura nas bilheterias foi infinitivamente inferior à venda antecipada para o encontro contra o Flamengo, há duas semanas. Ontem foram vendidos só aproximadamente 500 ingressos de arquibancadas, a R$ 20. Em compensação, esgotaram-se as três mil entradas de mulheres, menores e estudantes, a R$ 10,00.
Filas somente para aqueles que compraram o carnê para todos os jogos do Rubro-Negro no Campeonato Brasileiro. O tempo médio para chegar até a bilheteria era de meia hora. O administrador do estádio, Luís Carlos Volpato, justificou a demora. ‘‘Temos que checar uma lista para saber se o torcedor está em dia com suas obrigações.’’
O músico Mário Baena adquiriu o carnê para todos os jogos e acha mais fácil retirar o ingresso momentos antes da partida. ‘‘No jogo contra o Cerro Porteño foi mais complicado. Estava mais fácil comprar ingresso do que entrar na fila da troca. Na partida da Seleção Brasileira foi mais tranquilo. Contra o Flamengo, muito rápido. Cheguei na hora do jogo e não gastei dois minutos para ter minha entrada.’’
A pequena procura por ingressos para as arquibancadas fez as projeções da diretoria ruir. Agora, espera o Estádio Joaquim Américo com apenas metade de sua ocupação. O desinteresse da torcida provocou o afastamento dos cambistas, que estiveram em grande número para o jogo contra o Fla.
Além da preocupação com o fracasso na venda antecipada de ingressos, a diretoria atleticana está apreensiva com o grande número de pessoas que tenta burlar o sistema de catracas. Volpato ilustrou uma situação. ‘‘Contra o Flamengo vi um rapaz entregando, através das grades de entrada, seu cartão indutivo. Perguntei o que estava fazendo. Ele respondeu que passava para sua irmã entrar.’’
Mário Sérgio Machado e Ricardo Stori, da Telemática (empresa que forneceu a tecnologia) disseram que o cartão é inteligente, impossível de ser burlado. ‘‘Existe uma codificação interna para checar os movimentos do torcedor. Um computador armazena todas as informações e aponta quando está sendo usado mais de uma vez’’, explicou Machado.
O administrador da Arena assegura que os problemas que ocorreram na entrada do jogo contra o Flamengo não devem acontecer amanhã. ‘‘Tivemos contratempos nas catracas eletrônicas. O torcedor colocava o cartão e o tirava rapidamente, não esperando os dois segundos necessários para a leitura, o que provocou a ‘queima’ de muitas entradas. Para o encontro contra o Santos o tempo de leitura foi reduzido para menos de 1 segundo.’’
Machado, da Telemática, aconselha a todos os torcedores a adquirirem ingressos diretamente das bilheterias da Arena e não de atravessadores. ‘‘Torcedores tentaram entrar no estádio cortando a marca que fica no cartão dizendo que compraram de cambistas. O cartão usa tecnologia digital brasileira de leitura e não é cortando o ingresso que se burla o sistema.’’
A adminstração do estádio ameaça entregar para a Polícia qualquer pessoa eventualmente apanhada na tentativa de fraudar as catracas eletrônicas.Venda antecipada de entradas a R$ 20,00 foi pequena; diretoria espera apenas metade da lotação da Arena da Baixada
Albari RosaANTIFRAUDEMário Sérgio Machado, Ricardo Stori e Luís Carlos Volpato explicam funcionamento dos cartões eletrônicosArquivo FolhaÚNICA DÚVIDANélio durante treino: técnico Espinosa depende da condição dele para definir time que enfrenta o Sport

mockup