Atletiba é para quem tem coração forte
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de outubro de 2001
Julio Cesar Lima<br> Rodrigo Sais<br> De Curitiba 
Um clássico de contrastes. Essa pode ser uma das variadas formas do torcedor entender o jogo entre Coritiba e Atlético, às 17 horas, no estádio Couto Pereira, em Curitiba. Em terceiro lugar no Brasileirão e com o time completo, o Atlético quer devolver a derrota por 3 a 2 sofrida na Arena da Baixada, e a chance é agora. Seu adversário, o Coritiba, apela para a tradição e garra dos jogadores para sair da 20ª colocação e começar sua recuperação a partir de hoje.
Apesar dos apelos de paz feitos durante a semana, a rivalidade continua alta. O zagueiro e capitão Nem, do Atlético, afirmou estar com o ''Coritiba entalado na garganta por causa dos últimos resultados entre os dois'', enquanto o atacante Enílton afirmou que gostaria de marcar um gol em cima do próprio Nem.
Não é só Enílton que quer marcar um gol sobre o Atlético. Nenhum dos prováveis titulares do Coritiba para a partida de hoje marcou gols até agora em um Atletiba. Ao contrário do Atlético, que mantém praticamente a mesma base desde 99 (ano em que ocorreram nove Atletibas), o Coritiba mudou muito seu grupo nos últimos anos. Os quatro jogadores coxas que balançaram as redes do Atlético neste ano já não fazem mais parte do elenco: Marquinhos, Da Silva, Patrício e Anderson.
Evair, principal jogador do Coxa, está machucado e não sabe se poderá jogar.
Se nos seis jogos que ficou sem Evair o Coxa marcou apenas três vezes, no Atlético a falta de gols não é problema. O time tem o ataque mais positivo da competição, com 39 gols. Nada menos que 18 gols separam o saldo entre as duas equipes. O time Rubro-Negro tem um saldo positivo de 14 gols enquanto o rival tem um saldo negativo de quatro.
Para o volante Cocito, uma dos principais pontos positivos da campanha atleticana é a força do conjunto. ''O time tem estado muito bem, principalmente por causa do nível de todos jogadores''.
O técnico Geninho, no entanto, é cuidadoso nos comentários. ''O único esporte em que não há favoritismo é no futebol. Por causa disso, temos que entrar com o máximo de atenção porque do outro lado está uma equipe com muito valor'', afirmou Geninho.
Na partida de hoje, o treinador atleticano defende sua invencibilidade de 15 jogos no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, não crê em pressão caso não consiga um bom resultado.


