Curitiba - Com esperanças depositadas nos experientes Marcelinho Paraíba e Paulo Baier, Coritiba e Atlético escrevem, às 16 horas, no Couto Pereira, mais um capítulo de uma longa história, fechando o ano festivo para o lado alviverde do clássico. E se o centenário Coxa precisa da vitória para se manter distante da zona do rebaixamento, o Furacão, 15 anos mais jovem, quer ''carimbar'' a comemoração do rival.
Jogando em casa e sem vencer há três partidas, o Coritiba desafia a escrita de não bater o rival pelo Brasileirão há oito jogos. Para compensar, segue invicto em Atletibas na atual temporada, com uma vitória e dois empates.
Além da queda de rendimento das últimas rodadas, o time terá três desfalques. Sem os suspensos Pereira, Renatinho e Thiago Gentil - todos titulares no último jogo -, Ney Franco foi obrigado a mexer na equipe. Para preencher os espaços, o treinador ao menos ganhou os reforços de Jaílton, que cumpriu suspensão, e Ariel, recuperado de lesão. Pedro Ken também volta, dividindo com Carlinhos Paraíba o setor de criação no meio-campo, e Dirceu entra na zaga.
Se mudam os nomes, não muda a forma de atuar, no tradicional 4-4-2. ''Eu peguei uma equipe vice-lanterna do campeonato, que se recuperou sempre jogando dessa forma. Acho que esta forma de jogar deu certo, mas é claro que podemos mudá-la em determinadas circunstâncias'', explica o treinador.
Que deposita boa parte das esperanças de vitória nos pés de Marcelinho Paraíba, o ''ídolo do centenário'', que deve deixar o clube rumo ao São Paulo após o Brasileirão. Antes da provável saída, o atacante, que ainda sonha com a artilharia do campeonato, quer ''salvar o ano'' alviverde, evitando a queda para a Série B. ''Realmente a (última) rodada deixou a gente em uma situação mais apertada. Nesse Atletiba a gente precisa dos três pontos para manter cinco de diferença (para a ZR). A gente sabe que o jogo é importante, tanto na tabela como para a cidade de Curitiba'', conta.
Importância que também existe para o time visitante, apesar do Rubro-Negro viver situação muito mais cômoda que seu maior rival. Com cinco pontos a mais que o Coxa e bem mais distante da ZR, o Furacão quer vencer seu primeiro Atletiba em 2009 para entrar de vez na briga por uma vaga na Copa Sul-Americana - até para manter vivos os planos de internacionalização da ''marca Atlético'' - do ano que vem.
Com Antônio Lopes liberado pelo tribunal para comandar a equipe do banco de reservas, o Atlético manterá o esquema com três atacantes. Marcinho foi testado na linha ofensiva, mas a tendência é que Wallyson seja mantido entre os titulares. ''Vocês viram a forma que o time treinou, então deixo para vocês a definição de escalação'', falou o treinador após o último coletivo.
Apesar de manter o esquema tático 4-3-3, Lopes pode mudar a forma do time atuar, adotando o 3-5-2, sem trocar nenhum atleta. Isto porque muitas vezes sua equipe teve o lateral-direito Nei atuando como terceiro zagueiro e o atacante Wesley deslocado para a ala.
E mesmo tendo diversos jovens (como o zagueiro Rhodolfo, recuperado de contusão) entre os titulares, o Atlético tem no veterano Paulo Baier sua principal arma ofensiva. Maior artilheiro da era dos pontos corridos do Brasileirão, com 56 gols, o meia promete chegar ''pelo menos a 60 até o final do ano'' e tem nas bolas paradas as maiores chances de ampliar esta marca pessoal.

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