Atletas vêm ao Brasil para fugir de concorrência da elite
Como estes quenianos vieram parar aqui no Norte do Paraná? Coquinho conta que, na condição de agente dos atletas, desde 2000 vem trazendo quenianos para correrem a Maratona de Curitiba. ''Eles viram que dá resultado correr no Brasil, pois aqui não enfrentam a concorrência com outros quenianos de ponta, e por isso ficam animados'', afirmou. Segundo ele, os países com maior presença de quenianos nas provas são Estados Unidos, Itália, Holanda, Japão, Inglaterra e Austrália.
E estes grupos vêm para Nova Santa Bárbara porque é onde Moacir Marconi desenvolve um trabalho de base com aproximadamente 300 crianças. O técnico deixou Londrina depois de trabalhar sete anos na cidade sem ser reconhecido, segundo ele. Os fundamentos para ensinar os quenianos ele aprendeu entre 1976 e 1995, quando foi atleta e morou na Itália, Estados Unidos e Holanda.
De acordo com Marconi, o grupo que está desde setembro na cidade é de Eldoret, no Norte do Quênia, onde a altitude é de 2.800 metros. Segundo eles, o clima e o relevo acidentado de Nova Santa Bárbara são parecidos com os da região onde moram, daí a facilidade de adaptação. (J.K.)





