Atletas tentam aproveitar momento e pensam no futuro
Atenas - A Paraolimpíada está no meio. Vai até a próxima terça-feira em Atenas, mas quem já ganhou medalha sabe: é a hora de capitalizar o sucesso e tentar melhorar as coisas. Afinal, daqui a pouco os holofotes vão se apagar e virão os próximos duros quatro anos do ciclo olímpico de Pequim.
Ontem, Ádria dos Santos (ouro nos 100 metros rasos), André Andrade (ouro nos 200 metros rasos), Daniele da Silva (bronze no judô), Antônio Tenório e Eduardo Paes (amnbos ouro no judô) tinham um discurso ensaiado. Falavam da alegria da conquista, mas lembravam que a batalha está apenas no começo.
''Que isso (a atenção da mídia, o apoio prometido) não fique só aqui. Nosso movimento precisa de muito mais. Precisamos de ajuda para a próxima Olimpíada e para o Pan-Americano'', disse Ádria, a estrela da equipe brasileira que está em Atenas.
''Antes, a gente ganhava medalhas, ficava muito feliz, chegava ao Brasil e notava que ninguém sabia de nada. Era muito triste. Hoje não. Minha filha me viu ganhar o ouro paraolímpico, isso foi emocionante para ela e para mim. O reconhecimento é tudo para nós, mas precisamos de mais apoio para poder treinar'', contou Ádria.
Os atletas paraolímpicos brasileiros sobrevivem hoje graças aos recursos que são repassados a eles pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, que, por sua vez, os recebe via Lei Agnello/Piva, que repassa dinheiro das loterias da Caixa Econômica Federal. A ajuda de custo é fixa e cresce à medida em que os resultados acontecem. (Agência Estado)





