É nas quadras do Country Clube de Londrina que Rafaela Anegawa e Letícia Fiori treinam para a competição mais importante desde que começaram a praticar o badminton. Entre os dias 10 e 12 de setembro, as meninas participam dos Jogos Olímpicos Escolares, em João Pessoa (PB). Elas se classificaram no mês passado durante uma seletiva realizada junto à primeira etapa do Campeonato Sul Brasileiro.
Rafaela tem 13 anos e começou a jogar badminton há 2 anos. ''Meus primos jogavam, daí achei legal e quis aprender também''. Mesmo jogando há pouco tempo já mostra que tem talento. Foi a campeã da seletiva.
A quantidade de medalhas que já conquistou ela não sabe ao certo. Só sabe que são muitas. ''Tenho uma caixa de medalhas''.
Letícia é a mais nova, tem 12 anos, mas já pratica o esporte há 4 anos. Começou com o incentivo do pai, Adriano Fiori, que também é treinador das garotas. Ela conta que também tem uma caixa de medalhas em casa e adora participar das competições. ''No começo eu não conhecia ninguém e ficava um pouco nervosa, mas agora me divirto bastante''.
Durante a seletiva, Letícia teve o desafio de encarar adversárias bem mais altas e mais velhas, já que a categoria era de 12 a 14 anos. Mesmo assim, conquistou o segundo lugar. Chegou a jogar com a própria colega de treinos, Rafaela, que pelo menos dessa vez ganhou. ''Quem sabe numa próxima a gente joga uma contra a outra de novo e eu ganho'', brinca Letícia.
Nas competições que participam as duas tem o apoio dos 'pais corujas', sempre atentos às partidas das filhas. No caso de Letícia é o pai técnico sempre querendo melhorar o desempenho da filha. ''Ele me dá dicas, às vezes chama a atenção para alguma coisa que não estou fazendo certo'', conta Letícia.
Já no caso de Rafaela é o pai cinegrafista, que não perde um lance. ''Ele filma todas as minhas partidas'', diz Rafaela.
Para as duas competir pelo badminton é pura diversão. E isso não inclui apenas as partidas. ''É divertido durante as viagens, no ônibus vai todo mundo junto, é bem legal'', declara Letícia.
Mas a próxima viagem, até João Pessoa, deve ser um pouco diferente. Terão que viajar de avião. Apesar da alegria de terem se classificado, se dizem ansiosas para a competição. ''A gente fica um pouco nervosa, pois vai ter gente de vários estados, mas quem sabe a gente traz alguma medalha'', finaliza Rafaela. (J.F.)

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