Dois jogadores da Unifil/Londrina/Sercomtel que estão treinando com a seleção brasileira para o Pan-Americando de Handebol, o armador central Léo e o pivô Alê, conversaram ontem, por telefone, com a reportagem da Folha e falaram sobre o estilo da nova equipe, dirigida pelo espanhol Jordí Ribera. O Pan começa na próxima semana, em Aracaju (SE), e a seleção estréia terça-feira, contra o Uruguai. Na sequência, enfrentará, pelo grupo A, Groenlândia e Chile. A Argentina faz parte do grupo B, com Estados Unidos, México e Porto Rico.
O armador central Léo, 29 anos, que ganhou a condição de titular com a chegada do novo treinador, no segundo semestre do ano passado, disse que o espanhol ''vem promovendo uma renovação na equipe nacional e dando oportunidade a novos atletas'', que não eram convocados por Alberto Rigolo, ex-treinador da seleção e atualmente só na Metodista/São Bernardo.
Alguns dos jogadores da nova safra que estão ganhando espaço com Ribera são ele próprio, Léo, o armador-esquerdo Guilherme (Pinheiros), destaque do Brasil no Mundial Júnior do ano passado, o ponta-direita Sílvio (São Caetano), o ponta-esquerda Borges (Metodista) e o armador-esquerdo Japa, que atua no Tenerife/Três de Mayo, da Espanha.
''Desde que chegou à seleção, o Ribera vem observando os atletas atuando nos seus clubes e têm convocado jogadores em que vê grande potencial, mesmo que ainda não sejam conhecidos. A meta é formar uma nova base para a Olimpíada de Pequim, em 2008'', comentou Léo.
Com a chegada do espanhol, praticamente acabou o ciclo olímpico de jogadores veteranos, como ''SB'' e Macarrão, ambos da Metodista. O pivô Adalberto, outro sempre presente nas convocações de Alberto Rigolo, também não faz mais parte da lista. Mas há atletas experientes como o ponta Helinho e os pivôs Menta e Jardel que seguem com crédito na seleção.
A equipe que disputará o Pan-Americano (competição que o Brasil nunca venceu) tem nomes novos, mas continua sendo dominada pelas quatro maiores equipes do País. O São Caetano tem cinco atletas (Bruno Santana, Menta, Fernando, Júnior e Sílvio), a Metodista também cinco (Alê/goleiro, Helinho, Borges, Jardel e Sidney), o Pinheiros tem dois (Maik e Folhas) e a Unifil também (Léo e Alê/pivô).
Da Alemanha, vieram o armador Bruno Souza, do Goppingen, e o ponta-direita Tupan, do TVS Burgdorf, da Alemanha. Da relação incial foram cortados, por contusão, Jaqson (Metodista), Guilherme (Pinheiros) e Japa. Para suas vagas foram chamados Folhas, Alê e o próprio Bruno Souza.

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