Um misto de sorrisos e lágrimas marcou a chegada da seleção brasileira de ginástica rítmica (GR), ontem pela manhã, no Aeroporto de Londrina. Dezenas de pessoas, entre familiares, amigos e fãs foram recepcionar as atletas que terminaram na oitava colocação nos Jogos Olímpicos de Atenas, repetindo a posição de Sydney-2000. As atletas e comissão técnica receberam flores e, posteriormente, participaram de uma carreata em um caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas de Londrina, juntamente com a taekwondista Natália Falavigna, que chegou no mesmo vôo.
A técnica Bárbara Laffranchi ressaltou que o nível da competição estava muito elevado, por isso o desempenho da seleção foi ''extremamente positivo''. Ela lembrou que em Sydney, as atletas precisaram ser perfeitas para chegarem à final. ''Mesmo errando na fase classificatória fomos para a final. Isso demonstra a evolução do esporte no Brasil. Precisamos continuar evoluindo para as próximas competições internacionais'', declarou.
Antes de viajar para a Grécia, Bárbara disse que a expectativa era melhorar a colocação de Sydney. Mas, os erros cometidos nas duas coreografias fitas e arco e bola , durante a final, impediram que o objetivo traçado inicialmente fosse alcançado. ''Fizemos as contas e se não tivéssemos errado, teríamos ficado na quarta colocação. Foram falhas que consideramos graves. Mas competição é assim mesmo. Senão, era só ir lá e buscar a medalha'', ressaltou.
A capitã Dayane Camillo demonstrou não estar totalmente recuperada dos erros cometidos na final, quando deixou a fita cair no chão e errou no lançamento do arco para Ana Maria Maciel. Por ser a mais experiente do grupo, Dayane era responsável pelos exercícios com maior grau de dificuldade. ''Agora é bola pra frente'', disse a atleta que permanecerá treinando com a equipe até o Campeonato Brasileiro, que será disputado em dezembro, em Londrina.
Durante a coletiva de imprensa, Bárbara anunciou a extinção da seleção brasileira permanente de GR. Segundo ela, antes da disputa da Olimpíada, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) já havia tomado essa decisão. Mas isso não significa a dissolução do conjunto. Bárbara observou que as atletas permanecerão fazendo parte da equipe de GR da Unopar.
O comando da equipe passará para as mãos da auxiliar-técnica da seleção, Camila Ferezin. Mas Bárbara não irá se afastar totalmente do trabalho com a equipe. Ao menos duas vezes por semana ela estará junto com as ginastas durante os treinamentos. Camila garante estar preparada para esse desafio. ''Trabalhei os últimos quatro anos como auxiliar da Bárbara e aprendi muito nesse período. É difícil substituí-la por tudo que fez pela GR. Mas me sinto preparada'', declarou.
As atletas terão um mês de descanso antes de retomarem os treinamentos visando a disputa do Campeonato Brasileiro.

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