São Paulo - Os atletas incluídos em programas de ajuda de custo pelas confederações de modalidades olímpicas – um apoio financeiro para que possam se dedicar aos treinamentos – estranham que o dinheiro ainda não esteja em seus bolsos. Mas o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, garante que a verba será liberada. Segundo ele, o atraso ocorreu por um problema burocrático, já resolvido – para repassar o dinheiro, o COB foi obrigado a criar um mecanismo que não caracterizasse vínculo empregatício.
A rubrica ‘‘Ajuda para a Manutenção de Atletas’’ passa a integrar uma lista de itens, que inclui manutenção da entidade, aquisição de material esportivo, participação em eventos nacionais e internacionais, etc. Segundo o COB, o dinheiro que a Lei Piva libera é ‘‘carimbado’’, destinado a um fim específico, e só pode ser utilizado em itens dos projetos das confederações que já foram aprovados. ‘‘A vida inteira ninguém recebeu nada, não tem do que reclamar agora. É melhor esperar um pouco e não ter problemas no futuro com o Tribunal de Contas da União’’, disse o presidente Nuzman.
O dirigente garantiu que a nova rubrica resolve o problema. ‘‘Já enviamos os documentos às confederações. O dinheiro será liberado assim que recebermos os formulários de volta.’’

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