São Paulo/Weggis - A parte paulista dos jogadores da seleção brasileira que embarcaram rumo à Suíça, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, defendeu a humildade para combater o clima de já ganhou que envolve a equipe de Carlos Alberto Parreira, considerada favorita para a Copa da Alemanha. Todos que saíram de São Paulo foram unânimes no discurso de que o ''favoritismo precisa ser confirmado dentro de campo''.
Cicinho, Cris, Luizão, Roberto Carlos, Robinho e Rogério Ceni pegaram o vôo rumo ao Rio de Janeiro. Lá, os atletas encontraram o restante da delegação e partiram para a Suíça por volta das 21h30.
O zagueiro Cris concorda com o discurso de Del Nero. Para Cris, o Brasil terá que tomar cuidado com a França. ''Eles têm o Henry, o segundo melhor atacante do mundo. Passaram por uma reformulação. Tem jogadores jovens muito bons e ainda juntaram a experiência de jogadores como Zidane'' afirmou Cris, que colocou mais duas equipes entre as favoritas para conquistar a Copa.
Suíços ansiosos A bela região de Lucerna (Suíça), sobretudo a cidade de Weggis, onde a seleção brasileira permanecerá até 4 de junho em preparação para a Copa do Mundo da Alemanha, aguarda ansiosa e com as ruas enfeitadas a chegada de Ronaldinho Gaúcho e companhia. Bandeiras do Brasil, fotos dos jogadores da seleção, cartazes de boas-vindas e diversos tipos de lembrancinhas estão por toda a parte de Weggis e outras cidades da região em torno do Lago Lucerna, como a vizinha Kussnacht.
''Acho que cidade vai ter um movimento bem maior do que o normal. Esperamos não apenas os brasileiros, mas também turistas de outras cidades suíças. Todos só comentam da seleção brasileira'', disse Rita Waltert, dona do restaurate See-Café (Café do Lago, em alemão). Ontem, véspera da chegada da seleção, o restaurante de Rita recebeu cerca de 30 brasileiros, entre turistas e jornalistas.
''Já aprendi a falar algumas palavras básicas de português, mas não estou preocupada porque tenho dois funcionários portugueses e isso deixará os clientes mais à vontade'', disse ela, acrescentando que não se incomodará se começar a ouvir uma batucada em suas mesas conforme o consumo de álcool aumentar. ''Mas só não podem beber demais...'', comentou.

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