Começa oficialmente hoje a Olimpíada de Pequim, com a presença de 277 atletas brasileiros. Desse batalhão, 23 são nascidos no Paraná e pelas modalidades que disputam, com certeza representarão bem o Estado, alguns com grandes possibilidades de medalha. É o caso do londrinense Giba, ponta insubstituível na seleção masculina de vôlei, que comandará a equipe de Bernardinho ao lado do líbero Serginho, de Diamante do Norte (83 km a noroeste de Paranavaí), e do ponta Samuel, de Curitiba. O trio tentará repetir a medalha de ouro conquistada em Atenas-2004, quando os dois primeiros estiveram presentes.
Outro que quer um 'replay' de Atenas é o curitibano Emanuel, o mais velho dos paranaenses nos Jogos, com 35 anos. Na Grécia, em 2004, ele fez dupla com o baiano Ricardo no vôlei de praia e subiu ao mais alto do pódio. Sua experiência contrasta com a juventude de Alexandre Pato, de Pato Branco, o mais novo dos nascidos no Estado, com 18 anos. O atacante do Milan tentará a inédita medalha de ouro para o futebol brasileiro juntamente com o londrinense Rafinha, lateral-direito do Shalke 04, e o curitibano Thiago Neves, do Fluminense.
Entre os pés-vermelhos (da região de Londrina), as chances de medalha são grandes e por isso reunirão uma torcida inflamada. Além dos já citados Giba e Rafinha, a lutadora Natália Falavigna, que nasceu em Maringá, mas se criou em Londrina, onde mora com a família, é a principal esperança do taekwondo brasileiro, que nunca ganhou uma medalha olímpica. Ela competirá na categoria acima de 67 kg, na qual foi campeã mundial em 2005, na Espanha, e 3 colocada no Mundial da China, ano passado.
''Estou indo para fazer o meu melhor e se conseguir isso, com certeza vou brigar por medalha, pois estou muito mais madura e com melhor técnica e força do que em 2004 (quando conquistou o 4º lugar em Atenas)'', disse Natália à FOLHA. A atleta terá 15 adversárias pela frente, mas como haverá divisão de chaves, em apenas três lutas, na semifinal, ela já saberá se irá ou não trazer a inédita medalha para o País. ''Me sinto privilegiada de ir à Olimpíada e meu foco é a competição como um todo, visando lá no fim o ouro'', afirmou.
Outra pé-vermelha classificada para Pequim já estreou nos Jogos na quarta-feira, pelo torneio de futebol feminino. A zagueira-volante Renata Costa, de Assaí (40 km a leste de Londrina), participou do 0 a 0 contra a seleção da Alemanha. Ela é do time de 2004 que ganhou a prata em Atenas. Titular da equipe comandada pelo técnico Jorge Barcelos, Renata aprendeu futebol na escolinha mantida até hoje em Assaí pelo seu pai, Antônio Costa, o Fumaça.
Fora os nascidos na região, Londrina também será representada por atletas de fora que hoje defendem equipes locais. É o caso da dupla Léo (de Campo Mourão) e Alê (Cubatão-SP), da equipe da Unopar e da seleção masculina de handebol. E Rolândia (25 km a oeste de Londrina) ficará na torcida por ponta Mari, do vôlei, que foi criada na cidade, embora tenha nascido em São Paulo.

NÚMEROS O Brasil quer recordes em Pequim. A começar pela delegação. Este ano são 277 atletas classificados
(132 mulheres e 145 homens) em 32 modalidades. Na última Olimpíada, em Atenas-2004, foram 247 em 28 modalidades. Atletismo e natação tem o maior número de classificados, 45 e 24 respectivamente. Em 16 participações, o país foi ao pódio em 11 modalidades. A vela tem o maior número de medalhas, ao todo são 14, seguida pelo atletismo, 13 e o judô com 12.

mockup