Atletas paranaenses desafiam limites na Ásia e África
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terça-feira, 08 de abril de 2008
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Tomando rumos diferentes, três atletas paranaenses encaram grandes desafios esportivos nos próximos dias. No Nepal, os alpinistas Waldemar Niclevicz e Gustavo Irivan Burda, tentam atingir o cume do Makalu, na cordilheira do Himalaia. E no continente africano, o triatleta Camilo Benke participa do Ironman da África do Sul para em seguida escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia.
Animados com a aclimatação feita na Cordilheira dos Andes, onde escalaram o pico do Huayna Potosi, de 6.088 metros, Niclevicz e Burda embarcam amanhã para a Ásia, onde o desafio é o Makalu, 5 maior montanha do mundo, com 8.463 m de altitude. ''Estamos muito felizes, não só já iniciamos o longo processo de adaptação do nosso organismo ao ar rarefeito, como também escalamos uma bela montanha'', afirma Niclevicz.
Primeiro brasileiro (ao lado do carioca Mozart Catão) a atingir os 8.848 m do Monte Everest, o maior do mundo, em maio de 1995, o alpinista comemora em 2008 os 20 anos da primeira ida ao Himalaia. E quer firmar a marca conquistando junto com Burda (que também já escalou o Everest) uma das montanhas mais desafiadoras do alpinismo. A expedição da dupla conta com o patrocínio da Santher e da Omni Finaceira, e apoio da Air France.
Sem tanta experiência, mas com a mesma vontade de superar limites, o médico Camilo Benke participa no dia 13 da seletiva africana para o Ironman do Havaí, principal prova da modalidade. A competição, disputada pela 1 vez em 1978, é divida em três etapas: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Percurso que o paranaense já cumpriu em 16 horas e 11 minutos. Para encerrar sua maratona esportiva, Benke pretende escalar o Monte Kilimanjaro, ponto culminante da África, com 5.895 m, no dia 19.
''É um espaço de tempo relativamente curto entre os dois desafios, já que o Ironman é uma prova que exige muito esforço físico. Eu pretendo superar todos os meus limites para conquistar o Kilimanjaro neste duplo desafio, um feito inédito'', afirma o triatleta, que tem o apoio da América Latina Logística.


