A Associação de Triatlo Londrinense (Atril), outra equipe existente na cidade, foi criada há cerca de três anos com o objetivo de melhorar a estrutura e as condições do esporte no município. Há dois anos, a Atril mantém uma parceria com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL), pela qual recebe R$ 4 mil por ano, que são utilizados para cobrir parte das despesas com transporte para competições.
O técnico e atleta da equipe, Cosme José Monteiro, explica que os recursos provenientes da parceria não são suficientes para cobrir os gastos com treinamentos, equipamentos e outras despesas dos atletas. Segundo ele, o restante do dinheiro necessário para manter a equipe em atividade e participando de competições provém dos próprios atletas e de alguns colaboradores.
''Infelizmente, a burocracia para interessados em patrocinar a equipe é muito grande'', lamenta Monteiro, que ano passado disputou o Mundial de Duatlo Terrestre, na Suíça. Ele foi convocado outras duas vezes para a seleção brasileira para disputa de campeonatos mundiais nos Estados Unidos e na Bélgica, mas não pôde participar por falta de recursos. ''Londrina conta com atletas em condições de disputar grandes competições, mas não existe o apoio necessário'', acrescenta.
O fato de ser atleta, conforme ele, facilita no trabalho de orientação aos demais membros da equipe, composta por 13 pessoas, cuja idade varia de 11 a 45 anos. ''Já tivemos um maior número de praticantes. O triatlo é um esporte de seleção natural, onde o desgaste é muito grande'', observa Monteiro. A carga de treinamento da equipe depende da proximidade de competições. ''Agora, por exemplo, estamos em um ritmo mais lento de treinamento''.
Monteiro ressalta que a criatividade também faz parte do cotidiano dos atletas. Na falta do mar, os atletas treinam em um lago de propriedade de Moacir Yoshiba, 39 anos, membro da equipe. Ao lado de Monteiro, Yoshiba estará participando, em novembro, da etapa do Meio-Iron Man que será realizada em Pirassununga, interior de São Paulo. Serão 1,9 quilômetros de natação, 90 quilômetros de bicicleta e 21 quilômetros de corrida. ''Comecei a praticar o triathlon após assistir o Iro Man, do Havaí'', comentou. Além disso, ele foi influenciado pela filha Kaori, 9 anos, a primeira atleta de triatlo da academia Forma D'Água, onde a Atril faz seus treinamentos.
O treinador esclarece que a maioria dos atletas começa a praticar o triatlo com a preocupação de melhorar a qualidade de vida. ''No triatlo a parte psicológica é vital. O importante não é superar seu adversário, mas sim melhorar seu tempo'', declara.
Um exemplo dessa preocupação com a saúde é Rangel Larosso, 29 anos. Ele começou a praticar o esporte há cerca de dois meses. ''Queria perder peso, mas não atingia meu objetivo. Quero chegar a um condicionamento físico que me permita competir na São Silvestre'', diz Larosso, que só participará de uma prova de triatlo quando estiver preparado. (G.A.)

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