Atletas pagam para competir
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terça-feira, 19 de agosto de 1997
Agência Estado 
Os 14 judocas que integram a seleção brasileira de judô vão pagar para representar o Brasil em três torneios internacionais. O grupo embarca amanhã para Medellín, na Colômbia, onde vai disputar o Campeonato Sul-Americano. De lá, segue para Guadalajara, no México, para o Pan-Americano. Volta ao Rio no começo de setembro e, dia 5 de outubro, embarca para Paris, sede do Mundial. Diante da eterna alegação de falta de dinheiro por parte dos dirigentes da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a viagem, hotéis e alimentação inclusos, vai custar US$ 5.850,00 a cada um dos atletas.
A conta vai ser financiada pelos patrocinadores dos judocas, por seus clubes ou suas famílias. Sem contribuir com um único centavo, a CBJ ainda se reserva o direito de administrar os recursos. O pacote para Paris, por exemplo, vai custar US$ 3.350,00 por atleta.
Os 100 pacotes montados a pedido da Federação Paulista para serem rifados ou vendidos a técnicos e judocas brasileiros custam US$ 2.500,00, incluindo uma sobretaxa cobrada pela entidade para custear a compra de 1.420 tatames. O hotel da seleção em Paris, por determinação da Federação Internacional de Judô (IJF), é de categoria superior ao do pacote da FPJ. Há de se pagar ainda a taxa de inscrição de US$ 100,00. Nem isso a CBJ pagou, afirma o presidente do Brasil Futebol Clube, Antônio Carlos Barreto. O clube está pagando as despesas da atleta Cátia Maia.
O ex-presidente da CBJ Joaquim Mamede foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por má administração de dinheiro público, em 1994. A punição incluía a proibição de recandidatar-se ao cargo que ocupava desde 1982. A solução foi eleger seu filho Joaquim Mamede Júnior, cujo mandato vai até o ano 2000.


