''Alcançando o mundo para o Evangelho através da linguagem universal do esporte''. Esse lema difundido mundialmente pelos Atletas de Cristo, mostra um outro aspecto, o religioso, que a cada dia ganha espaço no meio esportivo. Apesar de vestirem camisas de equipes diferentes nos campos e quadras, muitos jogadores têm em comum a fé em Cristo e a discutem através de reuniões semanais em Curitiba, um dos pólos do movimento, que reúne cerca de 100 atletas da região.
Os Atletas de Cristo praticam diversos esportes, mas é no futebol que o movimento ganha mais visibilidade. É cena comum os jogadores comemorarem gols ou conquistas com frases sobre religião nas camisetas. Muitas dessas atitudes, no entanto, podem ser confundidas com modismo. O ex-lateral-direito Carlos Caetano, o Carlão; lembra que isso pode acontecer pelo interesse de atletas em conquistar uma boa imagem junto ao público.
''Na hora de fechar um contrato, o jogador acredita que isso pode ajudar. Existem casos de jogadores que apenas aproveitam essa imagem, mas não praticam os ensinamentos'', afirmou Carlão.
O meia Marcelinho, do Santos, ficou famoso não só pelo seu futebol. Acostumado a falar em nome de Jesus, se envolveu em diversos escândalos com outros jogadores e com o técnico do Corínthians, Wanderley Luxemburgo, que provocou sua saída.
Para o meia Lúcio Flávio, do Paraná, o jogador perde a calma em alguns momentos.''Em uma competição ocorrem exageros, mas o importante é manter a calma nessas situações'', diz o meia, que entrou para o grupo neste ano.
O zagueiro coxa-branca Edinho Baiano; o goleiro Flávio, do Atlético e o técnico do Malutrom, Amauri Knevitz; também integram a ADC.
A maioria dos jogadores destaca os amadurecimentos pessoal e profissional como aspectos positivos do movimento. Seria um contraponto à imagem tradicional do boleiro que curte mais as festas do que os treinos.
Com o movimento em alta, seria possível montar uma equipe de ADC com jogadores dos clubes da capital. Com alguns improvisos entrariam em campo Flávio; Adriano, Rogério Corrêa, Edinho Baiano e Fabinho; Fredson, Nivaldo, Lúcio Flávio e Rodrigo Batata, Evair e Márcio. O técnico Amauri Knevitz ainda teria a sua disposição no banco Evandro, Marquinhos, Dudu, Calmon e Flávio (Malutrom).

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