Pequim - Quem nada nela tem a sensação de que os 50 metros encurtaram. A água tem a temperatura ideal. É leve, no linguajar dos atletas. Os elogios rasgados dos nadadores à piscina do Cubo d'Água, classificada por muitos como a melhor de todos os tempos, não parecem mais exagero. Logo no primeiro dia de finais em Pequim, ela se mostrou um perfeito habitat para os nadadores da elite mundial.
''Poucas piscinas no mundo têm uma profundidade de três metros, que é a mais adequada para competições. Acho que veremos muitas quebras de recordes nesta Olimpíada'', diz Ricardo de Moura, diretor da confederação brasileira.
Michael Phelps abriu a lista de recordistas dos Jogos Olímpicos. O norte-americano, que busca quebrar a marca de Mark Spitz de sete ouros olímpicos, obtidos em Munique-1972, conquistou a primeira vitória nos 400 m medley. Ele cumpriu a distância em 4min03s84, 1s41 abaixo da marca anterior, que também lhe pertencia.
A apresentação na piscina de Pequim pode ter sido o adeus do nadador a essa prova. Ele não aguenta mais o esforço e a dor dessa disputa. ''É uma prova muito desgastante, quero testar novos programas. Me disseram que, já que esta seria a última, que eu terminasse com o recorde'', disse o norte-americano, que nada hoje os 200 m borboleta. As eliminatórias começam às 7h33 (de Brasília).
Entre as mulheres, a australiana Stephanie Rice foi o destaque do primeiro dia de finais. Nadando os 400 m medley em 4min29s45, ela conseguiu melhorar a marca anterior, de 4min32s89, que pertencia a Katie Hoff, dos EUA. Tida por Phelps como irmã mais nova, Katie ficou com o bronze. Kirsty Coventry, do Zimbábue, foi prata.
Além de contarem com uma piscina rápida, a maior parte dos nadadores que disputam os Jogos recebeu dos fabricantes exemplares dos principais trajes de natação, entre eles o LZR Racer, maiô que vestiu a maioria dos recordistas deste ano, incluindo os de Pequim.

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