Até o lateral Roberto Carlos, para quem o Brasil tinha que jogar apenas 40% do que sabe para bater a Turquia, calçou as sandálias da humildade ao falar da China. ‘‘Para nós, 1 a 0 é suficiente, dá para garantir a classificação. Se jogarmos como atuamos contra a Turquia e tivermos um pouquinho mais de sorte, nos classificaremos. Por mais que se pense que é fácil, não é bem assim’’, disse.
O discurso de Denílson vai na mesma linha: ‘‘O importante é chegar à final. Se meio a zero valer três pontos, está ótimo’’. ‘‘Esperamos sempre jogos difíceis. Ainda mais contra a China, que vem de resultado negativo’’, disse Roque Júnior.
Mas tanta preocupação parece não extrapolar o âmbito da verborragia. Até o treino de ontem à tarde em Ulsan, os jogadores quase nada sabiam sobre o rival. Além de ignorarem a partida entre Costa Rica e China – foram às compras –, eles não haviam assistido ao teipe do jogo.
Treino – Insatisfeito com a falta de pontaria dos atacantes, Scolari decidiu ‘‘melar’’ o que seria um castigo aos atletas no final do primeiro treino para a partida contra a China. Para cobrar mais perfeição nos chutes, Scolari reuniu os jogadores da seleção e disse que cada um só seria liberado depois de marcar um gol da entrada da área.
Na primeira rodada, nenhum atleta conseguiu fazer gol em Marcos. Nas rodadas seguintes, Denílson, Edílson, Rivaldo e Luizão puderam deixar o treinamento após marcarem os seus gols. Na nona rodada, Scolari apelou. Cansado, ele pediu para o goleiro Rogério dar ‘‘um migu钒 e deixar a bola passar. Só Ronaldo e Kaká marcaram.
Mesmo assim, Juninho e Ronaldinho desperdiçaram a oportunidade, chutando para fora, para desespero de Scolari, que encerrou o treinamento da seleção. (Agência Folha)

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