Atletas de Maringá destacam-se na natação paraolímpica
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quarta-feira, 01 de janeiro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Elas são gêmeas, talentosas e escolheram o mesmo esporte para praticar: a natação. Mas as semelhanças entre as irmãs paratletas Débora e Beatriz Carneiro, de 14 anos, de Maringá, não param por aí. Juntas, elas começam a se destacar na modalidade, na categoria S14, destinada a nadadoras com deficiência intelectual (DI), e já despontam como candidatas a integrar a seleção brasileira nas Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
O sucesso repentino das nadadoras surpreende quem as vê em ação. Foi assim na participação delas no Meeting Regional de Natação da ABDEM (Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais), realizado em São Paulo, no final de novembro.
As irmãs não se intimidaram com a primeira participação em uma competição nacional e faturaram grandes resultados. Beatriz voltou com três medalhas de ouro (50 metros livre e peito, e 100 metros peito), uma prata nos 100 metros livre, e ainda marcou o novo recorde nacional nos 100 metros peito: 1min38s67. Débora foi prata nos 50 metros peito, bronze nos 50 metros livres e conseguiu também o quarto lugar nos 100 metros livres.
"Foi a primeira vez que elas participaram de uma competição nacional, os técnicos não as conheciam ainda e ficaram impressionados com o potencial delas", conta a técnica Camila Senhorini, que treina a dupla junto com Erick Moreno, na Vila Olímpica de Maringá. Com estes resultados, elas ajudaram a equipe da UMPM/Proafa/UEM a terminar a competição na 5ª posição na classificação feminina, e no 6º lugar geral.
Uma semana depois, as nadadoras voltaram a brilhar nos Parajaps. No campeonato disputado em Londrina, elas dominaram as provas dos 50 metros livre e 100 metros peito. Débora "deu o troco" na irmã e roubou-lhe o recorde dos 100 metros peito, com o tempo de 1min34s87. Ela também foi prata nos 50 metros livre, prova que Beatriz venceu.
Para a treinadora, o diferencial das meninas está na técnica que elas adquiriram com o tempo. "A saída (largada) delas é muito boa, a parte submersa também, e isso dá uma boa vantagem para elas nas provas, pois já saem à frente das outras competidoras. No final, a diferença fica muito grande. Ambas possuem uma capacidade de força muito boa", elogia Camila.
Os resultados fazem a comissão técnica sonhar alto. Para Camila, ambas têm potencial de sobra para estarem na delegação brasileira que vai aos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, mas, antes, segundo ela, é preciso ter paciência e cumprir algumas etapas.
"Nosso planejamento para 2014 é colocá-las para disputar mais competições nacionais, como o Circuito Caixa e as Paraolimpíadas Escolares, para elas irem ganhando experiência e também evoluírem mais. Se elas seguirem evoluindo, acredito que terão tudo para irem ao Rio, em 2016", conclui a treinadora.


