Atletas cortados se aposentam da seleção
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terça-feira, 19 de julho de 2016
Agência Estado 

Rio - Chegou ao fim uma das passagens mais vitoriosas da seleção brasileira masculina de vôlei em todos os tempos. O ponteiro Murilo bem que tentou e, mesmo lesionado, foi à Polônia para a disputa da Liga Mundial com o País. Mas a condição física não evoluiu como esperado e o jogador de 35 anos acabou como um dos três nomes cortados por Bernardinho do grupo que vai à Olimpíada do Rio.
O baque pelo corte e por ver ruir o sonho de disputar sua última Olimpíada com a camisa que defendeu por 12 anos ficou evidente no desembarque da seleção, na terça-feira, após o vice-campeonato da Liga Mundial. Murilo decretou oficialmente o fim de sua vitoriosa trajetória pela seleção e chorou, principalmente ao relatar a emoção de sua esposa, a também jogadora Jaqueline, e seu irmão, o ex-central Gustavo, com a notícia.
"A Jaque sentiu bastante quando contei para ela. Não falei com meus pais ainda, mas o Gustavo já me mandou mensagem. Foram muitos amigos, muitos fãs, e só tenho a agradecer. A seleção acabou para mim, não como eu gostaria, mas tudo com muita intensidade, amor e orgulho. Fico feliz por representar o meu País por tanto tempo", declarou o jogador.
FEMININO
O corte da equipe nacional feminina também levou uma atleta a tomar a decisão de não vestir mais a camisa verde e amarela. A líbero Camila Brait anunciou ontem a aposentadoria precoce da seleção brasileira de vôlei. A decisão da jogadora de 27 anos foi tomada depois de ficar de fora da equipe que disputa os Jogos no Rio.
Em sua conta no Instagram, Brait diz que se despede com o "coração apertado, mas com o sentimento de dever cumprido".
Está foi a segunda vez que a líbero é descartada às vésperas dos Jogos. Em Londres, ela foi desligada da seleção a apenas três dias do início das disputas na capital inglesa. Naquela Olimpíada, o Brasil garantiu o bicampeonato olímpico. Desde então, Camila se firmou como a substituta da líbero Fabi. (Com Folhapress)


