Agência Estado
De São Paulo
Os jogadores do São Paulo terão de usar bons argumentos para convencer os colegas de Corinthians, Palmeiras, Santos e Portuguesa a apoiar uma greve até que o Tricolor recupere os pontos perdidos no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O volante Jorginho conversou ontem com Cléber (Palmeiras) e Simão (Portuguesa), que iriam consultar os colegas para buscar mais apoio. O lateral Anderson vai falar com os ex-companheiros do Santos. Marcelinho Carioca (Corinthians) também será consultado.
A tendência é que, no que depender de técnicos e jogadores dos demais clubes paulistas, a greve geral que os atletas do São Paulo pretendem articular com seus colegas de profissão, paralisando o Campeonato Brasileiro, vai ficar só na intenção. Muitos acham que não têm a ver com a perda dos pontos do São Paulo nos tribunais.
Os integrantes das equipes adversárias admitem se solidarizar para evitar que o jogador Sandro Hiroshi seja banido do futebol por ter adulterado seu documento de identidade. Mas, se for para parar o campeonato por causa da derrota do São Paulo no TJD, que tirou os pontos da vitória sobre o Botafogo-RJ e deu ao adversário, eles não vão entrar. ‘‘Não podemos paralisar o campeonato por causa de um gato’’, afirma Oswaldo de Oliveira, técnico do Corinthians. ‘‘Não se fecha um hospital por causa de um falecimento.’’

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