Curitiba - Para conseguir uma vaga na seleção brasileira vale até chegar de carona ao campo de futebol. O incomum, porém, foi a distância de aproximadamente 500 quilômetros percorrida por Carla Beatriz da Cruz, 17 anos, nascida em Atalaia (próxima a Maringá) e que divide seu tempo com Guarapuava, onde joga futsal.
A atleta quer levar a experiência adquirida nas quadras para dentro de campo. ''Por ser uma cidade pequena (com quatro mil habitantes), quando volto para Atalaia jogo futebol junto com os meninos'', afirmou.
O pai, Ediwaldo Alves da Cruz, treina uma equipe de garotos e garotas de Atalaia. No final de semana tirou uma folga para acompanhar e torcer pela filha. ''Ela tem um potencial muito grande, acredito nas chances dela crescer no futebol feminino'', disse.
Segundo ele, o maior problema na região, era encontrar jovens dispostos a jogar o futebol. ''Ela foi jogar em Guarapuava porque nossa cidade é muito pequena, não tinha condições de nossas meninas treinarem, então elas treinavam junto com os garotos. Ela tem uma boa técnica e pode melhorar ainda mais''.
Após dois dias de testes, Carla fez um balanço positivo da sua participação. ''Fui bem, apesar da ansiedade, mas espero que tudo possa dar certo. É difícil sabendo que o técnico da seleção estava lá, mas precisava ter calma, erguer a cabeça, não podia vacilar.'', afirmou. (J.C.L./Equipe da Folha)

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