O atleta norte-paranaense Sulivan Almeida, 17 anos, tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana. Ele integrará a equipe de base do Athletics, que fica sediada na República Dominicana. Trata-se da mesma equipe retratada no filme Moneyball, o homem que mudou o jogo (2011). Nascido em Colorado, 120 km de Londrina, Almeida participou do projeto do Iece (Instituto de Educação Cultura e Esporte) desenvolvido com recursos do Feipe (Fundo de Especial de Incentivo a Projetos Esportivos), da Fundação de Esportes de Londrina.

O atleta Sulivan Almeida (17) tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês, com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana.
O atleta Sulivan Almeida (17) tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês, com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana. | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

O jogador é apontado como uma das maiores revelações do beisebol brasileiro. Almeida tem 1,92m, é canhoto e com apenas esta idade já arremessa a bola a mais de 150 km/h, velocidade considerada rápida para os padrões beisebolísticos.

Segundo o técnico Fernando Fukuda, da Acel (Associação Cultural e Esportiva de Londrina), o atleta começou a praticar o beisebol com 8 anos e aos 10 anos subiu para a categoria infantil. “Foi quando eu trabalhei com ele. No primeiro contato eu já pensei: ‘nossa, que gente boa’. É uma unanimidade em relação à bondade que tem e a gente pega carinho por ele”, destaca. Fukuda observa que o atleta, ainda criança, tinha uma estatura boa. “Fui conversar com a mãe, já que ele possui pais separados, para perguntar se o pai dele é alto.”, relembra. Quando a mãe confirmou que o pai tem quase dois metros de altura, já se sabia que o garoto tinha tendência de ficar grande. “O biotipo dele é diferente dos descendentes de japoneses. Ele possui força física e aguenta pancada. Além disso, ele é canhoto para os arremessos, uma vantagem, já que a maioria dos arremessadores são destros. Isso dá diferença na hora do jogo”, pontua o treinador.

O atleta Sulivan Almeida (17) tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês, com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana.
O atleta Sulivan Almeida (17) tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês, com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana. | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

"É uma combinação de talento e dedicação. Além disso, é um menino humilde que busca sempre aprender, uma joia rara", define. Seu talento chamou a atenção logo cedo. Tanto é que, desde 2014, Sulivan integra o elenco de jovens atletas que se aperfeiçoam no centro de treinamento da seleção brasileira, em Ibiúna (SP). “Com 12 anos conseguimos uma vaga para ele ir ao centro de treinamento de Ibiúna com uma bolsa", conta Fukuda. Conseguiu título pré-júnior aos 13 anos. “Nem era o último ano dele e conquistou o título de campeão brasileiro e foi ele quem arremessou na final. Dos 14 aos 16 anos foi duas vezes para a seleção brasileira disputar os campeonatos pan-americanos”, relembra.

LONGA BATALHA

Sulivan Almeida afirma que a contratação por uma equipe profissional é um passo muito importante para a sua vida. “É a conquista da primeira etapa de minha carreira depois de muito tempo de batalha. Agora vou me preparar para um dos meus objetivos, que é jogar na Major League”, destaca.

Segundo ele, quando tinha oito anos, jogava futebol, mas só considerava o esporte como diversão. “Eu estudava na escola José Gasparini, e quando visitaram a escola falando do beisebol foi quando me interessei pelo esporte. Começaram a levar a gente para o campo de beisebol e fui me interessando. Trabalhei para me destacar e tive oportunidade de entrar no time de Londrina”, recorda.

“Quando eu ia para o treino, minha mãe falava para eu desfrutar e me divertir. Ela sempre cobrou que eu tivesse uma educação boa e vibrava bastante com as minhas vitórias. Você sabe, mãe sempre fica feliz e apoia as conquistas dos filhos”, afirma o jogador, que perdeu a mãe aos 15 anos, vítima de um AVC. “Conseguimos passar a guarda dele para a sua irmã, que possui 18 anos”, afirma Fernando Fukuda.

“Se ela estivesse aqui eu diria: ‘Mãe, nosso primeiro objetivo se realizou’. É a nossa primeira etapa e não vou perder o foco para conquistar o objetivo de jogar na MLB”, conta o Sulivan. Devido à pandemia ele ainda não sabe quando embarcará para a República Dominicana para integrar a equipe.

O atleta Sulivan Almeida (17) tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês, com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana.
O atleta Sulivan Almeida (17) tornou-se o mais novo brasileiro a assinar um contrato profissional com um time da MLB (Major League Baseball), maior liga de beisebol do mundo. O jogador firmou acordo no dia 15 deste mês, com o Oakland Athletics, um dos mais tradicionais clubes da costa oeste norte-americana. | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Presidente da FEL destaca importância do Feipe

O presidente da Fundação de Esportes de Londrina, Marcelo Oguido, ressalta que o projeto do Feipe (Fundo Especial de Incentivo ao Esporte) é um incentivo não só para Sulivan Alemida, mas para outros atletas também. "Eu tenho exemplos dentro da nossa modalidade (caratê) que o projeto do município de Londrina fez a diferença na vida dos atletas, oportunizando viagens e participação em competições. Eu sei que o Feipe não cobre todas as necessidades de um atleta ou de um professor, mas a gente sabe que muitos atletas não têm condições de pagar a taxa de inscrição das competições", avalia. "Esse projeto faz a diferença na conquista do sonho desse atleta. Para mim eu fico muito feliz. Parabenizo a equipe do beisebol e o Sulivan pelo grande êxito", enaltece.

Neste sábado, a partir das 10 horas, haverá uma entrevista coletiva na Acel ( Estrada Maj. Archiles Pimpão, 2300). Além de Sulivan Almeida estarão presentes o técnico Fernando Fukuda; o presidente da FEL, Marcelo Oguido; e o presidente da Acel, Fábio Kai. A coletiva também servirá para anunciar a realização de um campeonato internacional de beisebol em Londrina, o Pan-americano Sub-23.

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