''Um sonho, uma meta. Um dia eu chego lá''. A frase, escrita ao lado de um desenho dos anéis olímpicos, é da única brasileira a conquistar uma medalha olímpica no taekwondo. Natália Falavigna tinha 14 anos quando escreveu atrás do guarda-roupas que ficava em seu quarto na época. Quem encontrou foi a mãe, Ana Maria, que ontem, viu o sonho da persistente filha se tornar realidade.
O recadinho de dez anos atrás veio à cabeça de dona Ana Maria durante a madrugada. O nervosismo e a emoção, impediram-na de ver as duas últimas lutas da filha. ''Assisti as duas primeiras e depois não vi mais. Não consegui'', contou em meio aos telefonemas e às entrevistas.
Natália realizou a meta em 2004. Chegou à Olimpíada de Atenas como coadjuvante e quase faturou o bronze. Desta vez, realizou o sonho. Em Pequim, era favorita ao ouro, mas o bronze não se tornou uma frustrução. ''Confesso que quando o juiz decidiu pela vitória da norueguesa, fiquei frustrada e perguntei para Deus por que. Não era o momento e esse bronze servirá de incentivo para a próxima Olimpíada (em Londres-2012)'', completou a mãe da lutadora. (T.M.)

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