O sucesso atual do rolandense de coração não é por acaso. São anos de dedicação e muito treinamento. Silva, porém, ao contrário da maioria dos judocas, começou no esporte tarde, com 15 anos. Seu porte físico o ajudou a conquistar bons resultados e a ganhar projeção entre os garotos. ''No começo, o tamanho ajudava, mas quando chega no adulto, aí a vantagem acaba'', observou. E mesmo sem essa vantagem física, ele continuou se destacando até ser contratado pelo Pinheiros. ''No começo era complicado. A família tem que ajudar, mas aí os resultados começam a aparecer e as coisas vão melhorando'', contou.
Silva divide-se entre os treinamentos em São Paulo e períodos na Europa. No Velho Continente, tem a oportunidade de enfrentar adversários mais fortes e participar de mais competições. ''Para mim, aqui no Brasil, não tem muita gente grande em termos de tamanho mesmo, para lutar. Lá (na Europa) dá para participar de muitas competições em vários países devido à proximidade'', apontou.
No Pinheiros, Silva treina com outros grandes nomes do judô nacional, como Thiago Camilo e Leandro Guilheiro, o que, segundo ele, é muito importante para seu desenvolvimento, já que extrai o máximo de aprendizado dos dois. ''Eles são ícones do esporte e todos almejam chegar onde eles estão. Me espelho muito neles, que me ajudam até em detalhes técnicos''.
O judoca, que também é membro do Exército Brasileiro, têm três competições importantes nos próximos dois anos após o Mundial. No ano que vem tentará o ouro no Pan-Americano no México e nos Jogos Militares. Já em 2012, vem seu grande desafio, que é entrar pelo seleto grupo dos medalhistas olímpicos, subindo no pódio em Londres. ''Meu objetivo é esse. Faltam dois anos ainda, mas estou lutando de igual para igual com o pessoal que está entre os dez primeiros colocados no ranking. Estou cada vez mais perto deles'', afirmou Silva, que elegeu o francês Teddy Rimer e o japonês Kasuhiko Takahashi como seus dois grandes rivais na empreitada. (T.M.)

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