Atleta cobra mais investimentos
A derrota para a mexicana Rosário Espinoza não parece incomodar tanto Natália Falavigna quanto à falta de recursos destinados à sua modalidade. Sempre que questionada, ela faz questão de ressaltar a necessidade de aumento nos investimentos para que os atletas consigam resultados ainda mais expressivos nas próximas competições.
Logo depois de chorar com a derrota para a mexicana, Natália chegou a dar essa declaração: ''Precisamos de mais incentivos para que no próximo Pan nosso choro seja de alegria.''
Ontem, a paranaense voltou a solicitar a atenção de empresários. ''O taekwondo não precisa de ajuda, mas de investimento. Já provamos que nosso esporte dá retorno, é profissional. Faço um apelo para as pessoas acreditarem no meu trabalho. Quero poder sonhar em viver do esporte, em comprar meu primeiro carro. O tempo passa e não vejo melhoras'', desabafou a atleta de 23 anos.
O técnico Fernando Madureira fez coro com a atleta. ''Espero que as empresas londrinenses passem a apoiar nossos atletas. Esse apoio é fundamental para a melhora técnica dos atletas. Eles poderão chegar em Pequim (Olimpíada) ainda melhores, principalmente na parte motivacional'', ressaltou.
Madureira adiantou que algumas pessoas já o procuraram depois da repercussão dos Jogos Pan-Americanos, quando a delegação brasileira conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. ''Tenho a impressão de que as coisas começam a melhorar. Só espero que esses contatos se transformem em investimentos'', definiu o técnico da seleção brasileira. (G.A.)





