O assistente administrativo Adenilson dos Reis, 36 anos, casado e pai de uma filha, é um exemplar da nova geração de profissionais que praticam esportes regularmente para ganhar saúde e manter a qualidade de vida. Ex-sargento do Exército, Reis começou a correr aos 19 anos, enquanto servia a Guarda Presidencial, em Brasília, e participava de competições militares. Daí em diante, não parou mais. Correu duas vezes a São Silvestre, algumas meia-maratonas, duas maratonas de Porto Alegre e duas Voltas da Pampulha, em Belo Horizonte, até se especializar em provas pedestres de meio-fundo (10 quilômetros).
No total, Reis, que é funcionário da Folha de Londrina, se lembra de ter disputado 181 provas, a maioria delas no Paraná, devido à escassez de recursos financeiros. O atleta senior corre mais ''por paixão'', como ele próprio define, e não para alcançar resultados no pódio. Apesar disso, em todas as provas que participa, garante que nunca chega mais de um minuto atrás do vencedor.
''Busco baixar o meu tempo a cada prova, mas não dá competir com os meninos das equipes de ponta, que têm preparação adequada e vivem só do atletismo. Além disso, só conseguirei chegar entre os primeiros quando for concorrer na categoria senior ou master, que é para atletas acima de 40 anos'', diz.
No entanto, para participar das provas fora de Londrina, ele precisa de patrocínio para poder bancar as viagens e taxas de inscrição. No momento, tem o apoio da Folha de Londrina (que lhe cede os tênis), da Associação Brasiliense de Corredores (fornece o uniforme) e da Sorveteria Tutti Sabore, de Ibiporã.

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