Muita gente separa uma parte do salário todo mês e guarda. É a famosa poupança, que será utilizada no futuro para aquisição de algum bem, realização de uma viagem ou para algum outro fim. A prática esportiva é uma espécie de poupança do corpo. Fazendo-a regularmente durante a vida, a pessoa tem uma reserva de saúde e energia para aproveitar a velhice. É o que afirma o ortopedista Ludovico Pieri Neto.
"A qualidade muscular e óssea do idoso é diretamente proporcional à genética, à alimentação, mas também se direciona aos cuidados preventivos e de exercícios durante toda a vida. É como se fosse uma ‘poupança’, que o indivíduo faz para que possa ser usada na terceira idade com maior segurança, evitando dores indesejadas, fraturas por osteoporose, lesões musculares frequentes após pequenos esforços e muitas outras complicações", explicou o ortopedista.
Ludovico ressaltou a importância da visita regular ao médico, tanto o geriatra, com o o cardiologista e o ortopedista para que a prática do esporte preferido continue acontecendo sem riscos à saúde. Principalmente porque conforme a idade avança, os riscos de lesão também aumentam. "O nível de atividade física de um idoso em relação a um adulto jovem saudável difere basicamente na intensidade do exercício e por conseguinte existem exercícios de alto impacto e que aumentem muito a frequência cardíaca, o que é contraindicado", avisou. "Mulheres no período e no pós menopausa também devem ser monitoradas, devido às perdas ósseas pela osteoporose, uma doença que cursa silenciosamente e pode aumentar riscos de fraturas, além de diminuir a sobrevida dos idosos", complementou.
Mestre em Treinamento Desportivo pelo Instituto Estatal da Ordem de Lenin de Moscou e doutor em Teoria e Metodologia da Educação Física e dos Esportes pela Universidade Nacional de Cultura Física da Rússia, o fisiologista Antonio Carlos Gomes, que trabalhou no Atlético Paranaense e Corinthians e agora está no Comitê Olímpico Brasileiro (COB), segue a linha de exercícios personalizados. "Fazer parte do grupo da terceira idade não implica estar sentado a maior parte do tempo. A atitude das pessoas que se tornam progressivamente mais sedentários e isolados, é um erro que devemos evitar. Os mais velhos devem fazer exercício físico individualizado e personalizado, o que acarreta benefícios tanto físicos como psicológicos", analisou.
Segundo ele, o idoso deve participar de programas de exercícios, no mínimo, cinco vezes por semana, de 45 a 60 minutos, com cargas entre leve e moderada. Ele ressaltou que o idoso que foi sedentário durante boa parte da vida tem carências físicas em relação ao que foi sempre esportista. "O idoso que pratica exercícios físicos, comparado a outro que não pratica apresenta uma estrutura muscular e óssea mais forte". (T.M.)

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