Berlim - Michael Schumacher acertou ou errou ao decidir correr o GP de San Marino, domingo, algumas horas depois da morte de sua mãe, Elisabeth? A polêmica, que obviamente também atingiu Ralf Schumacher, foi o assunto preferido, ontem, da imprensa alemã. A atitude dos irmãos foi aprovada pela maioria das pessoas. Mas também houve críticas. Entre elas uma feita por Juan Pablo Montoya, que foi ''duro'' com Michael.
O Bild encabeçou a discussão. ''Schummy, fez bem em correr?'' Algumas pessoas ouvidas pelo diário entendem que ao pentacampeão faltou ''piedade'' ao decidir correr em vez que guardar luto.
Não é o que pensa o austríaco Gerhard Berger, diretor esportivo da BMW, que em 1997 ganhou o GP da Alemanha um dia depois da morte de seu pai. Para ele, se Elisabeth pudesse, do céu, ter assistido à corrida, se sentiria ''orgulhosa'' ao ver os filhos na primeira fila do grid de largada.
O Die Welt também obteve várias opiniões favoráveis aos irmãos Schumacher. Mas publica um comentário feito por Montoya. ''Michael não queria correr a primeira corrida após os atentados de 11 de setembro de 2001, quando morreram mais de três mil pessoas que não conhecia. Alegava que não conseguiria se concentrar. Por que correu agora, quando sua mãe havia morrido? Não consigo entender.''
Em seu site oficial, Michael voltou a afirmar que Elisabeth aprovaria sua atitude e a de Ralf. ''Minha mãe gostava de ir às pistas de kart nos ver correr. Ela iria querer que corrêssemos em Ímola. Estou seguro disso.''
Norberg Haug, dirigente da Mercedes, foi direto. ''Só posso tirar o chapéu para eles.''
O corpo de Elisabeth, morta aos 55 anos, será enterrado hoje ou amanhã, numa cerimônia privada em Kerpen-Manheim, cidade natal de Michael e Ralf.

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