Londrina, 24 (AE) - O lateral Athirson deixou claro o sentimento dos jogadores da seleção com relação ao comportamento dos torcedores que tem assistido aos jogos do Brasil no Estádio do Café ao criticá-los pelas vaias constantes, notadamente no jogo com o Equador. "Eles poderiam incentivar mais", disse Athirson, que não entendeu a reação da torcida mesmo depois de o Brasil ter feito 2 a 0 contra os equatorianos. "É certo que o Brasil não mostrou ainda o que sabe, mas os jogadores precisam de apoio."
Para o jogador do Flamengo, as duas goleadas impostas pela seleção, antes do Pré-Olímpico, contra as inexpressivas equipes de Trinidad Tobago (7 a 0) e Costa Rica (4 a 1) criaram a falsa expectativa de que os resultados se repetiriam no torneio. Segundo Athirson, isso não vem ocorrendo devido à marcação forte exercida pelos adversários do Brasil e "pela vontade de cada seleção" de conseguir a classificação para a fase final do Pré-Olímpico. "Amistoso é diferente de competição." Ele não quis comparar a sua atuação no segundo tempo da partida com o Equador com a de Fábio Aurélio na etapa inicial. "Essa análise cabe ao técnico Wanderley Luxemburgo." Athirson atribuiu, em parte, a atuação irregular do Brasil no último jogo ao calor do verão de Londrina e criticou a arbitragem. O lateral vai aguardar a definição de Luxemburgo para a partida de quarta-feira, com a Venezuela. "Estou à disposição dele para ser escalado."

VIAGEM - O técnico Nelson Acosta voltou hoje para o Chile para treinar a seleção principal de seu país, visando ao amistoso que será disputado sábado contra os Estados Unidos, no Chile, como parte dos preparativos da seleção para as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. Em seu lugar, em Londrina, assumiu o auxiliar Roberto álamo. A equipe de Acosta, com sete pontos, lidera o grupo A do Pré-Olímpico.
Quarta-feira, na preliminar de Brasil x Venezuela, os chilenos vão enfrentar a Colômbia, podendo garantir a classificação ao quadrangular final do torneio com apenas um empate.

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