Silverstone - Os atentados de ontem em Londres não alterarão o Grande Prêmio de Fórmula 1 da Inglaterra, no qual o finlandês Kimi Raikkonen deseja dar à McLaren-Mercedes uma vitória em casa para continuar sua perseguição a Fernando Alonso, da Renault, líder do Mundial. Horas depois dos atentados ocorridos em Londres, os pilotos declararam sua ''profunda consternação'' através do britânico Jenson Button (BAR-Honda), que, em uma entrevista coletiva, afirmou falar ''em nome de todo o mundo da Fórmula 1''. ''Meu coração está com as famílias das vítimas. O fim de semana começa de maneira triste, mas tentaremos oferecer o melhor espetáculo possível'', declarou.
Os organizadores do Grande Prêmio britânico se apressaram em reiterar, em um comunicado, que tomaram ''as medidas adequadas para garantir a segurança dos espectadores''.
Os primeiros espectadores deverão chegar a Silverstone hoje, quando serão realizados os primeiros treinos livres, e serão submetidos a rígidas revistas. Até a mesmo os pilotos e demais integrantes das equipes.
Em relação à prova, Raikkonen quer conseguir para McLaren-Mercedes diante de seu público, o mesmo que o espanhol Fernando Alonso, líder do Mundial, conseguiu no último fim de semana no circuito de Magny-Cours, ao ganhar o Grande Prêmio da França para a francesa Renault, que não vencia há 22 anos em seu próprio território.
Raikkonen sai como favorito. ''Encanta-me o Grande Prêmio da Grã Bretanha, Silverstone é um excelente circuito para correr'', declarou o finlandês, que o ano passado conseguiu a ''pole-position'', mas terminou na segundo colocação, atrás do até então ''intocável'' Michael Schumacher (Ferrari). Um ano antes, em 2003, o vencedor do GP britânico foi Rubens Barrichello.
Alonso afirmou que a corrida britânica é ''um dos momentos fortes do calendário mundial''. O espanhol lidera com vantagem o campeonato, 24 pontos na frente de Raikkonen.

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