No taekwondo, um segundo de distração pode ser fatal. Que o diga o carioca Michael Silva, de 23 anos, que treina em Londrina desde o ano passado, na equipe Madureira. Em 2012, o taekwondista vacilou nas quartas de final do Open dos Estados Unidos e perdeu a chance de faturar uma medalha. Agora, pouco mais de um ano depois, ele volta à competição, que será disputada entre os dias 22 e 24 deste mês, em Las Vegas, e já sabe o que precisa fazer para não ficar no caminho novamente.
"Ficou uma lição grande, fiquei por um ponto de lutar pela medalha. Agora, sei que tenho que estar atento nos três rounds, concentrado, pois um pontinho que passar pode ser determinante para a derrota ou vitória", ensina Silva, que também perdeu por detalhes a chance de se manter na seleção brasileira em 2013, na seletiva disputada no final do mês passado, no Rio de Janeiro. Esta, portanto, será a última competição dele, que vai lutar na categoria até 54 kg, como titular da seleção nacional. O sonho de ir aos Jogos do Rio, em 2016, no entanto, não acabou. A partir deste ano, o carioca vai se dedicar ao peso olímpico (até 58 Kg).
Diferentemente do companheiro de equipe, Talisca Reis já era a titular do time nacional da categoria até 53 Kg e foi uma das poucas que manteve sua vaga para 2013. Motivada pela conquista e mais experiente, Talisca tem tudo para conseguir um lugar entre as três melhores do seu peso.
"Acredito que não só ela, mas todos eles têm boas chances de lutar por uma medalha, pois estão num ritmo bom de treinos desde o final do ano passado, quando começou a preparação para a seletiva", afirmou o técnico da seleção brasileira de taekwondo, o londrinense Fernando Madureira. A viagem do trio está marcada para o próximo domingo.
Para o outro lado
Para Felipe Kenji e João Pedro Chaves o desafio é outro: o Open de Alexandria, no Egito. A competição acontece na mesma data da norte-americana. Tratado como uma promessa da equipe londrinense, Kenji, de apenas 19 anos, encerra no país africano o ciclo como reserva de 2012 de olho no futuro. "Minha intenção é aproveitar para ganhar experiência e começar me preparar para o Mundial", ressaltou o jovem, citando a principal competição do ano para a seleção, marcada para o México, em julho. Na seletiva, ele desbancou o então titular Marcel Wenceslau e roubou o lugar do paulista na categoria até 63 Kg.
Com João Pedro Chaves (até 80 Kg) não é diferente. "Quero somar pontos para o ranking mundial para fugir de uma chave complicada no Mundial", citou o atleta. "Esses dois próximos anos é que vão decidir quem vai às Olimpíadas e aos Jogos Pan-Americanos, então tem que mostrar resultado", encerrou o peso pesado.

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