Salvador, 19 (AE) - As torcidas organizadas do Vitória não devem comparecer ao jogo de domingo contra o Vasco no Estado de São Januário. Os torcedores temem a violência dos cariocas em função do clima de guerra que os dirigentes vascaínos estão fazendo para a partida. Representantes da Associação das Torcidas Organizadas do Vitória (Atov) lembraram ontem na Toca do Leão, concentração do time baiano, dos incidentes ocorridos na partida de domingo passado em Salvador, quando torcedores do Vasco brigaram com torcedores do Vitória nas imediações do Estádio Manoel Barradas, minutos antes da partida. Duas pessoas acabaram sendo feridas à bala.
Os jogadores esperam um clima pesado em São Januário, mas dizem que vão superar tudo em campo. "Temos diante de nós uma equipe dificílima e precisamos ter toda cautela possível", comentou o lateral-direito Rodrigo, que pensa disputar no Vitória mais uma final do Brasileiro. Em 93, ele estava no time baiano que foi vice-campeão, perdendo a disputa para o Palmeiras.
"Naquele ano passamos por equipes fortes, mas este ano a coisa está mais difícil ainda porque os clubes se fortaleceram financeiramente com o patrocínio de grandes empresas", disse.
O zagueiro Moisés apresentou melhora de sua entorse no tornozelo mas não deve participar das atividades da semana para não ter o problema agravado.
Ele espera se recuperar até a hora do jogo. Por outro lado, o atacante Artur liberado para exercício de musculação, sentiu uma antiga contusão no joelho esquerdo. O médico Jomar Souza acredita, contudo, que os dois poderão atuar contra o Vasco.

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