São Paulo - O fogo olímpico que brilhará no dia 13 de agosto, no estádio de Atenas, na abertura da 28 edição dos Jogos da Era Moderna, foi aceso ontem na antiga Olímpia, berço dos Jogos da Antiguidade. A cerimônia foi realizada no templo de Hera, onde uma sacerdotisa, representada por uma atriz, acendeu a pira com ajuda de um espelho côncavo. A chama acendeu de maneira imediata e sem problemas.
Agora, a pira olímpica segue para Atenas. Ela chegará à capital grega no dia 31 de março e permanecerá até o dia 4 de junho. Depois, será levada para Sydney, na Austrália, para o início do revezamento mundial.
A tocha olímpica passará por cinco continentes. Estão no mapa todas as cidades que já receberam os chamados Jogos de Verão, Pequim, sede de 2008, e cidades como Bruxelas (Bélgica), Lausanne e Genebra (Suíça) e Nova York.
O resto do mundo estará representado por Nova Déli (Índia), Cairo (Egito), Cidade do Cabo (África do Sul) e Rio de Janeiro, que terá sua vez em 13 de junho a primeira, aliás, já que a tocha nunca passou pela África ou pela América do Sul.
Durante o revezamento, cada pessoa percorrerá de 300 a 400 metros, em corrida ou passo acelerado, e em nenhuma hipótese pode deixar a tocha cair. Se algo acontecer um estafe estará a postos para acudir o corredor e manter a chama acesa , terá reservas.
O fogo voltará à Grécia em 9 de julho e cumprirá um segundo turno pelo país até alcançar o Estádio Olímpico, na abertura dos Jogos, em 13 de agosto.
Contagem regressiva Todos os campeões olímpicos brasileiros, atletas celebrados em todo o mundo, como o coordenador-técnico da seleção, Zagallo, e o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, as ginastas Daiane dos Santos e Daniele Hypólito, além do técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho, foram alguns dos nomes já escolhidos para carregarem a tocha olímpica em sua passagem pelo Rio de Janeiro no dia 13 de junho.
Ontem, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a prefeitura da cidade aproveitaram o início da corrida de revezamento em Atenas e inauguraram na Praia de Copacabana um relógio que fará a contagem regressiva dos dias até a chegada da chama à capital carioca.
Pela primeira vez, a tocha olímpica percorrerá os cinco continentes e o Rio foi a única cidade da América do Sul escolhida pelo Comitê Organizador dos Jogos de Atenas (Athoc) para participar da corrida de revezamento. Por isso, uma das principais preocupações na hora de selecionar os 120 participantes que carregarão a chama foi seguir os princípios determinados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI): recrutar pessoas ligadas ao esporte, que tenham uma história de superação, garra ou sejam um exemplo de vida à humanidade.
A lista com os 120 nomes está sendo finalizada pelo COB, prefeitura e os dois patrocinadores mundiais do evento: Coca-Cola (que teve o direito de indicar 42 nomes) e Samsung (selecionou 20 pessoas). A entidade esportiva brasileira, por exemplo, informou que indicou todos os medalhistas de ouro do Brasil em Olimpíadas e até os campeões já mortos, como o saltador bicampeão Adhemar Ferreira da Silva e o primeiro atleta a conquistar o ouro olímpico para o Brasil, o atirador Guilherme Paraense, serão representados por um de seus descendentes. ''Acho que é um reconhecimento para nós que fizemos algo pelo esporte'', comemorou a medalhista de ouro no vôlei de praia, na Olimpíada de Atlanta, em 1996, Jacqueline Silva. Na ocasião, sua parceira era Sandra, que somente a acompanhará durante o trajeto.
O mesmo problema ocorrerá com os atletas da seleção de vôlei masculina campeões nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. ''Estamos tentando, mas o COI não permite que os 12 atletas carreguem a tocha. Por enquanto, um carrega e os outros 11 o acompanham'', explicou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

mockup