ATENAS 2004
Remar é preciso
Sebastian Cuattrin se classificou para três semifinais da canoagem em Atenas. K1 500 metros, K1 1000 metros e no K2 500 metros, junto com Sebastian Szubski, polonês naturalizado brasileiro. Será que só eu achei um belo desempenho em dois dias de competição? Cuattrin já morou e treinou em Londrina.
Bola da vez 1
Imediatamente após a frustrante apresentação de Daiane dos Santos na final do solo olímpico, as atenções da imprensa brasileira voltaram-se para as meninas da Gr. Veio na hora certa. Ainda bem que só falta um dia para estréia.
Bola da vez 2
É óbvio que a gente quer ver a GR do Brasil no pódio olímpico, mas o grupo comandado por Bárbara Laffranchi não precisa provar mais nada para ninguém. Está entre as dez melhores do mundo e já faturou ouro em dois Pan-Americanos. Portanto, tem crédito com a torcida.
Sempre alerta
A paranóia terrorista voltou à pauta dos Jogos Olímpicos (se é que alguém esqueceu). A movimentação da polícia ficou mais intensa depois da confirmação da vinda do secretário de estado americano, Colin Powell, para festa de encerramento, domingo. Para as autoridades gregas, a visita de Powell confirma o sucesso do mega esquema de segurança montado para a Olimpíada. Deus queira que termine do jeito que começou.
Devagar e sempre
Mais uma da série herança olímpica. O transporte público em Atenas ganhou reforço importante para os Jogos. A atração é o trem elétrico (foto) que chega à maioria das arenas esportivas. Estilo modernoso, confortável e com aquela voz de aeroporto falando o tempo todo, parece metrô. Aliás, só parece, porque é devagar que dói. Mas com tanta coisa interessante para ver em Atenas, quem tem pressa? Só jornalista mesmo.
Forasteiros
Turismo é o grande negócio dos gregos e foram eles que inventaram as Olimpíadas. Nos Jogos de Atenas juntaram a fome com a vontade de comer. Mas nem todos os helênicos gostam dessa movimentação. Dimitri é um senhor de 65 anos, aposentado e incomodado com a Babel em que se transformou a cidade nos últimos dias. ''Os estrangeiros são barulhentos, lotam os trens e dirigem rápido demais'', desabafou o grego que caminha na orla marítima todas as tardes.
Gélson Negrão
De Atenas, especial para a Folha





