Cabeça feita...
  A londrinense Natália Falavigna, do taekwondo, se juntou ontem à delegação brasileira na Grécia. Antes de sair do Aeroporto de Atenas já estava impressionada com a grandiosidade dos Jogos. A bela do tatame chegou eufórica com as novidades, mas centrada. Natália disse que a partir de agora concentração é tudo.

... e pé no chão
  Se depender do preparo psicológico, Natália é uma forte candidata a sair de Atenas com medalha no peito. Estamos precisando.

Efeito torcida
  O vôlei feminino da ponta londrinense Elisângela faturou mais uma, desta vez contra a Grécia. A animada torcida brasileira, claro, foi ao Ginásio Paz e Amizade. Quando o grupo chegou o espaço já estava reservado. Uma ‘‘deferência’’ do comitê organizador para evitar outro barraco como o registrado na partida contra a Itália. Com tudo dentro dos conformes, teve até voluntário do COI pousando para fotos com a turma do barulho.

Melancia no pescoço
  A estratégia é manjada, mas ainda funciona. Tem torcedor brasileiro em Atenas plantando bananeira nos locais de jogos para tentar aparecer na TV com faixas e cartazes propagandeando alguém. Com a campanha eleitoral fervendo, muitos candidatos acham que vale o investimento.

Herança
  Para os gregos, prestígio, mega exposição na mídia e faturamente contam, mas quando a Olimpíada de Atenas terminar, o grande legado será a infra-estrutura esportiva erguida a toque de caixa nas principais cidades do País. Aliás, um belo exemplo de perseverança e trabalho dado pelos helênicos. Tomara que os dirigentes esportivos daqui usem bem todos os ginásios, estádios e complexos olímpicos construídos para os Jogos.

De olhos bem abertos
  Os Jogos de Atenas nem terminaram e os chineses estão se mexendo para promover a Olimpíada de Pequim-2008. O comitê organizador já tem endereço na internet (www.beijing-2008.org), logomarca, farta distribuição de material promocional e um batalhão de jornalistas e dirigentes a serviço da causa. Se sobrevivemos ao grego, chinês a gente tira de letra.

Boi na linha
  Uma falha na comunicação na hora do almoço das 16 horas colocou a gente em outra fria em Atenas. Em inglês quase britânico, o companheiro Amarildo pediu uma porção de frango para dois famintos. Serviram quase dois quilos da ave empanada. Só Deus (e os gregos) sabe o que a garçonete entendeu.
Gélson Negrão e Amarildo Lopes

De Atenas, especial para a Folha

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