Os ventos fortes que sopram em Atenas obrigaram o Athoc (Comitê Organizador dos Jogos) a mexer na programação de modalidades como vela e remo. No Complexo Olímpico de Goudi, a ventania detonou as barracas da rede de lanchonetes patrocinadora da Olimpíada. Em tempos de ameaça terrorista, o pé de vento botou muita gente pra correr, inclusive nós.

Diogo Yabe

''Estou morrendo de saudades de casa. Eu adoro essa gente (a família)'', nos disse ontem o londrinense Diogo Yabe. O nadador é uma das eperanças de medalha do Brasil. Yabe comemorou o aniversário de 24 anos aqui em Atenas e quer o pódio de presente. O londrinense cai na piscina para a prova dos 200 m medley amanhã, às 5h47, horário de Brasilia.

Luciano Pagliarini

O ciclista araponguense Luciano Pagliarini resumiu amargurado o que foi sua participação na Olimpíada. O pneu da magrela furou e ele não concluiu a prova de estrada. Luciano veio para Atenas depois de uma contusão séria na Itália, onde mora e compete pela equipe Lampre. ''Faltou tempo para recuperar o ritmo e o equipamento me deixou na mão. Foi a martelada final nas minhas esperanças'', disse o ciclista. Luciano desembarca em Londrina somente em outubro.

Implacável

Jeitinho nenhum, nem o brasileiro, dribla o pesado esquema de segurança dos Jogos Olímpicos. Mesmo para o pessoal credenciado, a marcação é rigorosa. Nas arenas, os jornalistas passam por vários postos de controle. Entrevistas com atletas só na chamada zona mista, área reservada para a imprensa.

Tô doidão

O fuso horário tá matando a gente. Quando todo mundo ainda dorme no Brasil, a dupla dinâmica já está ralando em Atenas atrás de informações. O almoço só rola depois das três da tarde aqui, porque na pátria amada, o dia está começando. O sono dos justos vem lá pelas duas da manhã, quando todo o material da tarde (?) no Brasil foi devidamente despachado. Canseira boa essa. Cobrir Olimpíada é uma experiência que não tem preço. E nem moleza.

Salada grega

Num dos raros momentos de lazer, fomos almoçar no centro de Atenas. Panaiotes, garçom com mestrado em futebol brasileiro, puxou a prosa. Perguntou do Ronaldinho, contou que o Rivaldo está jogando aqui e sugeriu salada grega de entrada, tradicional na culinária helênica. Nunca comi tanto tomate e pepino na minha vida.

Gélson Negrão e Amarildo Lopes
De Atenas, especial para a Folha

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