Até rescisão de Edmundo vira polêmica
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quinta-feira, 04 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De Belo Horizonte 
O atacante Edmundo, demitido pela diretoria do Cruzeiro na quarta-feira após a derrota por 3 a 0 para o Vasco, em São Januário, pode ter dificuldades para receber a indenização pela rescisão contratual com o clube mineiro. Os cálculos de cerca de US$ 100 mil - valor correspondente a um salário do jogador e ao pagamento do vencimento extra que estava previsto no contrato de aluguel do passe, em caso de desistência do clube em mantê-lo até o fim do ano - não são reconhecidos pelo presidente do clube, Zezé Perrella. ''Vamos fazer a rescisão de acordo com nossos interesses. Caso ele se sinta lesado, que procure a Justiça'', afirmou o dirigente.
Segundo o dirigente do Cruzeiro, a dispensa foi justificada pela suposta ''falta de profissionalismo'' do atleta. Perrella garantiu ter ficado indignado com o comportamento de Edmundo durante a partida com o Vasco. Antes do jogo, o jogador teria declarado a jornais cariocas que não se sentiria bem fazengo gols no ex-clube - no qual iniciou a carreira aos 8 anos - e que, em sua opinião, o empate seria um bom resultado. Edmundo entrou no segundo tempo e, de acordo com Perrella, mostrou-se ''apático'' em campo, o que ficou ainda mais visível quando ele cobrou e perdeu, de forma displicente, um pênalti nos minutos finais.
Na saída, conforme o que disse o presidente, o atacante ainda teria aplaudido a torcida vascaína, como se estivesse dando parabéns a ela pela vitória sobre os mineiros. ''Foi um comportamento que não aceitamos'', disse Perrella. ''Ele não tinha o direito de tratar o Cruzeiro dessa maneira'', completou.
Edmundo, que ficou 85 dias no Cruzeiro, participou de 15 jogos, marcou seis gols e foi expulso duas vezes, reagiu friamente à comunicação da dispensa, feita ainda nos vestiários de São Januário. ''Tudo bem'', disse.
Edmundo não voltou com a delegação do Cruzeiro para Belo Horizonte e ficou trancafiado em sua casa no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, zona oeste. O atacante disse que não daria entrevistas.


