Até o técnico admite: ainda falta muito
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Cláudio Osti De Londrina 
O técnico Valter Ferreira e o preparador físico Paulo Muller admitem: falta muito para o Londrina se tornar um time que empolgue a torcida. O empate sem gols com o União Bandeirante, uma equipe formada basicamente por juniores, na noite de quarta-feira, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), foi considerado normal para os dirigentes, mas não para a torcida.
O Londrina estréia quarta-feira no Módulo Amarelo (segunda divisão) da Copa João Havelange. A partida, válida pelo Grupo A, será em Criciúma, contra o time local.
Aconteceram muitos erros de passe, pouca criatividade, raríssimas finalizações e, ainda por cima, alguns jogadores sentiram cãimbras, mostrando que o condicionamento físico ainda está longe do razoável. Houve muita disposição para acertar, o que é importante, mas ainda está longe do ideal. Como o tempo de treinamento foi curto, não esperava um rendimento melhor, disse Ferreira ontem à Folha. Na avaliação dele, o time só conseguirá chegar ao ponto ideal no decorrer das partidas.
Paulo Muller afirmou que há ainda muito o que progredir em termos de preparação física. As cãimbras são normais e nos próximos dias não poderemos dar uma sobrecarga para não correr riscos de contusão antes da estréia.
O meia Chapecó, um dos mais experientes da equipe, resumiu bem o que sentiu da partida: Parecia que a bola estava queimando nos pés dos dois times. Ele comentou que o lado técnico realmente deixou a desejar, mas o Londrina demonstrou muita força física. Para o jogador, até a estréia, o Tubarão vai estar chegando a 70%.
Mesmo sabendo que o time está treinando há apenas duas semanas e havia jogadores que não atuavam há quase dois meses, a torcida não perdoou e vaiou muito. O ex-coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, que assistia à partida das cadeiras junto com o diretor Dorival Pagani, teve que ouvir o que não quis. Irritado com o fraco desempenho da equipe, um dos torcedores gritava: É essa a parceria, seu Célio? Parceria para quê, se não tem time em campo?. O dirigente não respondeu.
O técnico Valter Ferreira já deixou claro que vai precisar de reforços, até para compor o grupo, hoje com apenas 21 jogadores. Ontem chegaram para testes o meia Lisandro e o lateral Luiz Fernando. Os dois pertencem ao São José, de Porto Alegre. Ontem à noite os dirigentes tentavam marcar um amistoso para domingo. Caso não consigam, Ferreira pretende intensificar os treinamentos no fim-de-semana.


